quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Minha lista

Um meme lá do blog Heresia Loira.
OBS: Hoje aprendi o que é um meme..


1. Livro/Autor(a) que marcou sua infância: Marcos Rey com aqueles inúmeros livros da coleção Vagalume que eu imaginava ser para gente grande.. Eu pensava nele como sendo "o cara".

2. Livro/Autor(a) que marcou sua adolescência: Machado de Assis com "A mão e a luva".. Lembro de ler admirada para aula de Língua Portuguesa.. Como era uma leitura difícil e diferente de tudo que eu tinha visto...

3. Autor(a) que mais admira: Drummond! Sem comparações.. ele é um poeta completo.Seu repertório é simples, profundo, diversificado, irônico, forte...É o melhor!

4. Autor(a) contemporâneo: Gabriel Garcia Marquez... Minha vida de leitura possui uma fenda chamada "Cem Anos de Solidão" !!

5. Leu e não gostou: Maça no escuro de Clarice Lispector. Apesar de gostar dela, quase rasguei o livro de tão impaciente que fiquei..

6. Lê e relê: Kafka... Leio por vezes poucas páginas para tentar desvendar quais as ferramentas que ele usava nas suas obras que a deixaram tão marcantes.. Até hoje não achei...

Coloque suas respostas e poste em seu blog...

Aceite as flores


As palavras são presentes e você pode aceitá-las ou não. Se receber palavras que você SABE que não condizem com você, simplesmente não aceite.
Por exemplo, se me mandarem um e-mail me chamando de ignorante, eu vou deletar pois EU ESTOU CONVENCIDA que não sou isso. Assim, essa ofensa não me afeta.
Agora se não conhecemos a nós mesmos, iremos aceitar sem qualquer filtro qualquer palavra ruim que recebemos e isto irá desencadear diversos infortúnios, como agressividade, baixa auto estima, rancor, mágoas ou até mesmo depressão.
Dessa maneira, é que minha mensagem de final de ano é essa: ACEITE AS FLORES pois se sabes que tens algo de belo e natural como elas, você com certeza merece esse presente.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Remédio

No Egito, as bibliotecas eram chamadas de ''tesouro dos remédios da alma''. De fato nelas se curava a ignorância, a mais perigosa das enfermidades e a origem de todas as outras.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Compra um jornalzinho pra ajudar TIO!

Atenção: Nesse domingo dia 07 de dezembro sairá no Jornal A NOTÍCIA (SC) texto de Carlos Schroeder sobre as jovens escritoras catarinenses.
ADIADA PARA 14/12/2008

Pelas andanças de Carlos por Santa Catarina, como assessor do programa Formação de Escritores do SESC, ele pode conhecer alguns novos talentos da literatura. Entre eles, está a amiga que vos bloga.


Então para prestigiar minha pessoa e também ao amigo Tio Carlos (como o apelidamos), fica aí a dica do final de semana.
Um trecho da matéria AQUI
* Carlos Henrique Schroeder é escritor, editor e crítico cultural. Autor “A rosa verde” (Edufsc) e “Ensaio do Vazio” (7 letras), dentre outros.

A gente não quer só comida!

Quinta-feira, 4 de nov de 2008:

No salão de beleza, uma psicóloga comenta que está indo na próxima semana atender as vítimas de Blumenau que estão apresentando problemas emocionais gravíssimos.

Sexta-feira, 5 de nov de 2008:
Leio a notícia no Terra sobre o trabalho dos psicólogos.

Essas pessoas estão com fome de comida, esperança e VIDA!

Psicólogos levam terapia a vítimas da chuva em SC
Francisco de Assis
Fonte: TERRA

Há pelo menos uma semana, um grupo de psicólogos tem percorrido as ruas de Blumenau (SC) para levar auxilio aos alojamentos e abrigos montados para as vítimas da chuva no Estado. O objetivo é dar apoio relacionado à reconstrução psíquica e à segurança mental dos flagelados.

"Nosso trabalho é focado exclusivamente às vítimas da enchente, principalmente nos adultos, que estão mais abalados emocionalmente, mas atendendo, também, paralelamente, crianças e adolescentes", contou a psicóloga clínica Maria Julia Zimmermann.

As sessões são realizadas nos próprios abrigos que solicitam auxílio. O Grupo de Apoio para as Vítimas da Enchente, como foi batizado, prioriza as pessoas que apresentam histórias de sofrimento prévio e que tenham relatos de separação ou perda de parentes e amigos.

"Tem sido muito gratificante ouvir essas pessoas. A gente vê de perto as necessidades", comentou a estagiária de Psicologia e co-terapeuta Silvia Marinho. O grupo deixa com que as pessoas se expressem normalmente, sem a utilização de técnicas para uma maior abertura.

"Pessoalmente, como um todo, estamos sofrendo. Evidentemente, fomos preparados para não ficarmos abatidos. Esse é o nosso trabalho, a nossa vocação, mas não dá para ficar insensível numa situação como essa", afirmou o supervisor do grupo, o psiquiatra Marco Aurélio Cigognini.

As terapias acontecem nos alojamentos em dois horários distintos. Pela manhã, quando as pessoas chegam para o almoço, e à noite, quando voltam das ruas. "Cheguei a ser rejeitada em um alojamento porque não fazia parte do bairro", contou uma das pacientes. "Estou pagando por uma casa que não existe mais", afirmou outra vítima.

Um dos casos que mais chamou a atenção da equipe foi o de uma criança que, por pouco, não se afogou e, ao chegar no alojamento, estava traumatizada. "Ela estava cheia de barro. Havia lama por todo o corpo. Colocamos ela no chuveiro e ela berrava 'água não! água não!'", contou Silvia.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Dos tijolos da Suméria aos megabytes pós-humanos do terceiro milênio

Recentemente citei em meu blog, a obra "Sobre o livro e o escrever" de Delmino Gritti. Alguns dias depois recebi um simpático e-mail do autor comentando sobre sua mais nova obra, que segue apresentação abaixo:
APRESENTAÇÃO de Roseana Murray

Para alegria de todos nós seus leitores, como diz Moacyr Scliar no primeiro volume de “Sobre o livro e o escrever”, Delmino Gritti continua sua tarefa de construtor de florestas. Florestas de pensamentos, densas e belas. Cheias de atalhos, fontes, caminhos iluminados, esconderijos.
Ler é a atividade humana mais complexa e completa. Podemos nos comunicar com nossos semelhantes de todos os tempos numa tessitura infinita, desde os tijolos da Suméria até os megabytes do terceiro milênio.
Mas, além de construtor, Delmino é tecelão e guia. Nos leva através do tempo, conectando nossa mente com pensadores e escritores de toda a Terra numa viagem que nos enche de luz e assombro.
Seu livro é imprescindível para todos os que amam e pensam a leitura, para todos que fazem da leitura sua paixão e oficio, sua bússola num mundo cada vez mais rude e violento, seu instrumento de resistência. Delmino pára o sol e a lua, para que possamos nos perder em sua floresta de pensamentos. E assim, põe em movimento o universo, já que todas estas vozes juntas recolocam o planeta em sua rota bem sucedida.
(Roseana Murray é autora de mais de 40 livros para crianças e jovens, entre eles “Caixinha de Música”, ed. Manati, “Rios da Alegria”, ed. Moderna, “Manual da Delicadeza de A a Z”, ed. FTD.)
Quem tiver interesse:


Título: Dos tijolos da Suméria aos megabytes pós-humanos do terceiro milênio.
Autor: Delmino Gritti
Preço: R$ 58,00
Livro premiado pelo “FundoProcultura”
Envio: Reembolso postal e despesas de envio pagas pelo autor.
Contato:
delminog1@terra.com.br

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Sexta-feira

Carta irônica de protesto a sexta-feira, de BEATRIZ VIEIRA

Publicado em 21/11/08 em COCAL NOTÍCIAS


Um dia pretendo estudar cientificamente o que ocorre no cérebro de alguns indivíduos no sexto dia da semana.
Manifestações que beiram o limite da paciência humana ocorrem em grande parte nesse dia. Alguns místicos associam a sexta a intervenção de acontecimentos “misteriosos” visto que na antiguidade esse era o dia dedicado aos deuses pagãos e mitológicos.
Na Escandinávia, inclusive, há uma lenda que diz que uma deusa chamada Friga (que deu origem a friadagr, sexta-feira), havia sido transformada em uma bruxa exilada no alto de uma montanha quando as tribos nórdicas e alemãs se converteram ao cristianismo. Para vingar-se, ela passou a reunir-se todas as sextas com outras onze bruxas e mais o demônio para rogar pragas sobre os humanos.
Como todos nós, em 2008 nada temos haver com a Friga e seus comparsas, exigimos uma trégua a esses castigos. Ora, viver exilada em uma montanha não é assim tão cruel! Friga poderia estar morando no alto dos morros do Rio de Janeiro, que venhamos é muito mais perigoso que uma nórdica montanha na Escandinávia.
Mas, voltando as padrões do ceticismo, é exatamente na véspera dos descansos imprescindíveis dos finais de semana que as pessoas explodem. Talvez pela expectativa do sábado? Pelo acúmulo de tarefas durante a semana? Pelo atingir de seu limite de paciência?
Enfim, sendo bruxas, stressadinhos ou meros mortais, percebemos é de que nesse dia só queremos que as horas passem o mais rápido possível para ir para casa e sossegar.Por isso, nesse tempo especial da semana é bom estar atento aos riscos de perda do bom humor.
Mas ainda assim, deixo aqui a minha carta de protesto a sexta-feira, ou aqueles que tentam de toda forma estragar esse dia!


quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Baú de riquezas

Uma imagem que ilustra bem a intimidade com a leitura.
Cada obra pode se tornar um baú cheio de mágicas, descobertas, surpresas (agradáveis ou não), lembranças.Ou seja: RIQUEZA.

Livro é o baú da felicidade...
(Por favor nada de falar do Silvio Santos, raraii Lombardi)

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Manhê, quando crescer quero ser assim



Tenho refletido muito sobre a existência. Somando à alguns filmes e livros que passaram sob minhas vistas nesses últimos tempos, trago aqui algumas figuras interessantes : Fernando Sabino, Cecília Meireles, Drummond, Ghandi e Gaarder. Escolhi sem pensar muito. É certo que muitas outras carinhas poderiam ilustrar muito bem essa postagem. Mas vejamos estes.
Uma vida só, e tantas marcas, tanta herança para mim, para você, para a humanidade. Tantas palavras e sobretudo, para eles como quem fez a tarefa de casa. Foi uma vida...
Pode ser que a diferença entre ele e a merendeira que fez comida à milhares de crianças tenha o mesmo grau de contribuição. Porém, se me coloquei a ser escritora que possa ser a melhor na qualidade, como estes aí.
Dentro da sua atuação, será mesmo que estamos a fazer tudo que podíamos?E trouxe Ghandi de propósito para não pensar em fazer o melhor SOMENTE para si mesmo.
Nosso espelho ou nosso futuro caixão talvez responda a essa pergunta.
*OBS: Ghandi apesar de não ter sido escritor, tem uma história de vida é um livro expetacular.



sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Libertação


“Há muitos tipos de escravidão e muitos tipos de liberdade. Mas saber ler ainda é o caminho da escravidão para a liberdade”.
Carl Sagan


quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Essas benditas vírgulas ,,,,,


Para aprender um pouco de tudo.Inclusive pontuação para nossos textos, aí vão algumas informações úteis sobre a VÍRGULA:

Proibição 1
Jamais se separa por vírgula o sujeito (sublinhado nos exemplos abaixo) do predicado verbal, mesmo que o núcleo, modificado por adjuntos, esteja distante do verbo.

Para descobrir o sujeito pergunta-se ao verbo: o que ou quem.

O consultório daquele cirurgião plástico açougueiro no extremo oposto de minha rua foi fechado pela polícia.
1. O que foi fechado? Sujeito: o consultório (núcleo do sujeito).
O padre procurado pela justiça e o filho dele mantinham a igreja caça-níqueis em funcionamento.
2. Quem mantinha a igreja caça-níqueis? Sujeito: o padre e o filhote (sujeito composto por dois núcleos).
Muito melhor do que cassar aquele político seria forçá-lo a devolver o dobro do que afanou.
3. O que seria melhor do que cassá-lo? Sujeito: forçá-lo a devolver a bufunfa em dobro.

Proibição 2

A vírgula jamais deve separar o verbo de seus complementos (grifados)
- O Luís come empadinhas engorduradas (compl.) todos os dias.
- O Edgar gostou muito daquela garota robusta. (compl.)
- Elas responderam a eles (compl.) que não voltariam (compl.)
- À mulher e aos filhos (compl.) ele disse que não voltaria mais (compl.).
- Deu aos senadores (compl.) a garantia de que não os denunciaria (compl.).

Com aposto
Usa-se vírgula com aposto explicativo (grifado). O aposto explica ou especifica um termo da frase. Pode ser nome próprio ou não; quando explicativo, é seguido de vírgula se começar a frase; no meio do texto, vem entre vírgulas.

- Aposto explicativo (grifado):

Grande poeta popular, Vinícius deixou obra extensa.
Tímido e introvertido, Luiz Fernando Verissimo escreve com leveza e bom humor.
Luciano Pavarotti, grande tenor italiano, morreu em 2007.

- O aposto especificativo (grifado) rejeita vírgulas:
O presidente Lula apoiou o pacote;
Avenida São João;
Rua Breves.

Ao interromper
Usa-se virgula em interrupções de frase, intercalações ou termos explicativos (grifados)
- Ela, muito surpresa, concordou com ele.
- A decisão do Senado, supõe-se, será uma glória.
- Aquele senador, um cadáver político, usará todos os recursos, até inimagináveis, para se salvar.

Artigo A vírgula pela fechadura, de Josué Machado



VIDA DE ESCRITOR É DESTINADA AO APRENDIZADO SEMPRE!!!

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Cartas...


Estou lendo

SOBRE O LIVRO E O ESCREVER , de DELMINO GRITTI

E achei esse belo poema sobre cartas:


Os Carteiros , Roseana Murray


Abrir uma carta,
o coração batendo
é precioso ritual.
O que terá dentro ?
Um convite,um aviso,
uma palavra de amor
que atravessou oceanos
para sussurrar em meu ouvido ?

São como conchas as cartas
guardam o barulho do mar,
o ar das montanhas
para mim os carteiros são quase segrados
unicórnios ou magos
no meio dessa vida barulhenta.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Biblioteca!


Encontrei esse texto riquíssimo no BLOG LER E ESCREVER e não me contive:

Fonte:Zero Hora, Porto Alegre, RS, 5 de novembro de 2008
Autor: Luiz Antônio de Assis Brasil

UMA BIBLIOTECA

Uma biblioteca não é apenas um lugar em que ficam os livros. Uma biblioteca é um lugar que nos pega por todos os sentidos. Os livros nas estantes, sábios numa assembléia, estão ali, olhando-nos sem curiosidade: eles têm séculos de existência à nossa frente, eles sabem de onde viemos e para onde vamos.

Uma biblioteca não terá fim. Bibliotecas são para sempre. Ali se respira o ar do tempo que, em seu lento evoluir, cria romances, novelas, contos, tratados, compêndios, ensaios, artigos, poemas, dicionários, enciclopédias, e também jornais, revistas.

Uma biblioteca tem o cheiro do tempo. As páginas, amarelecendo como se estivessem num perpétuo outono, possuem um perfume que só os iniciados conhecem.

Ao olharmos à distância para uma estante de biblioteca, não distinguiremos os nomes dos autores, nem os títulos dos livros. Todos os livros parecem iguais. Enquanto não nos aproximarmos, eles irão manter-se numa velada promessa. Isso é bom; isso incita à aproximação. Esse zoom que fazemos com ansiosa expectativa, ao chegar perto das lombadas, revela-nos os títulos, os nomes, numa descoberta caprichosa, quase solene e, ao mesmo tempo, íntima. É como uma descoberta do mundo.

Ao levarmos a mão a um livro, ele se torna nosso. Mesmo que saibamos que ele já foi muito manuseado e que depois passará a outras mãos, naquele instante único ele é nosso. Só nós temos o direito de lê-lo. Na leitura silenciosa não há partilha. É um bem-vindo egoísmo, uma luxúria do espírito.

Mas há novidades neste mundo tão antigo. Depois de quase 500 anos, começam a surgir outras modalidades de uma obra chegar a seu leitor. Como nova geração, chega com algum alarde. Mas nós sabemos, também, que essas novas formas vieram para permanecer entre nós. Ótimo: são muito bem-vindas. Seus lugares já estão escolhidos: serão numa biblioteca. Ali conviverão em diálogo com as gerações mais velhas. Ali receberão o cuidado dos bibliotecários. Ali, esses generosos e eficientes funcionários saberão dar a palavra certa ao leitor. Ser bibliotecário é mais do que assumir uma profissão: é entender o mundo como uma ordem. Bibliotecários instauram o Cosmo em meio ao Caos.

Assim, inaugurar uma biblioteca é dar um sentido a tudo o que o ser humano fez nesta longa trajetória sobre a Terra. Sem nenhum drama nem exagero podemos dizer: inaugurar uma biblioteca é um ato para a eternidade.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Dica de documentário

Se puder, veja esse documentário a respeito de acontecimentos do século XX. Sem narrador, com imagens de arquivos, na minha visão é uma obra indispensável para entender nossa história.

O YOUTUBE também disponibiliza o filme em oito partes.
Veja um trecho aqui: Nós que aqui estamos, por vós esperamos

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Não ganho em rifa, mas venço na raça!


Nunca ganhei em rifa, sorteio, loteria ou qualquer prêmio que fosse determinado pela sorte.
Tudo bem... eu uso meias para dormir mesmo. Já admiti ser pé frio !

Mas já que a sorte não ajuda, vai no esforço mesmo: um exemplar do novo romance de Carlos Nascimento Silva vencendo a promoção "A menina de cá" do Portal Literal. A tarefa era continuar um trecho de um texto e dar um desfecho em apenas 10 linhas.
O TEXTO:
Acho que foi o que estranhei, quando a vi entrar com o rosto a arder, muito falante e plena de gesticulações - ela, sempre tão comedida. Depois de sentar-se, irrequieta e palradora, a pular de um tópico a outro, acabou por reconhecer que estava muito nervosa.
OS VENCEDORES:
Beatriz Vieira, Criciúma (SC)
Meus sentidos a viram como uma menina buscando carinho do tio.Aquele que a amava mais do que o permitido.
Coloquei-a em meu colo e enrolei seus cachos no dedo indicador.Agora mais calma, seu discurso rompia docemente o silêncio daquela sala. Sem eu perceber, retirou minha aliança e antes de sumir porta afora, me desafiou:
- Quero ver você pegar de volta o anelzinho!

Carina Lessa, Rio de Janeiro (RJ).
Subitamente, nada mais que um sorriso. Repleta de doces e convulsos encantos, declarou a especificidade dos gestos coaguladores de minha intenção. A beleza... Os cabelos pareciam gesticular ainda mais que o resto do corpo. Tudo nela palpitava o rancor que eu sentia, atraindo-me de forma peculiar e misteriosa. Com efeito, eu a amara...

Sayonara Lino, Juiz de Fora (MG).
Aos poucos, percebi que quem estava ali não era ela. Ou melhor, fisicamente sim, estava idêntica ao que sempre fora. Seu comportamento é o que evidenciava uma influência estranha, talvez oculta, que a manipulava como marionete. Preocupado com seu estado de espírito, chamei-a num canto com o intuito de observá-la um pouco mais de perto. Compreendi de imediato o que ocorria. Aquela não era Antônia. Não a que eu conhecia.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Semana do livro e da biblioteca



Satc promove V Satc promove V Semana do Livro e da Biblioteca

Promover a importância dos livros e de uma biblioteca, despertar o gosto pela leitura em crianças, jovens e adultos são alguns dos objetivos da V Semana do Livro e da Biblioteca, que acontecerá de 27 a 31 de outubro, na Satc. Além de exposições de trabalhos de alunos e professores, mesas-redondas e Gibilândia – tenda com almofadas e gibis para todas as idades - haverá a Feira do Livro para compra de obras e o estande "Troca-troca de livros novos e usados". O Troca-troca é um espaço aberto onde pessoas se encontram para trocar livros. Cada um negocia de acordo com seu interesse.


PROGRAMAÇÃO

Dia 27/10
17h30: Abertura das exposições de trabalhos feitos pelos professores, alunos e comunidade, com a Banda Marcial da SATC;

19h: Apresentação do coral da SATC adulto e infantil;
19h30min: Mesa redonda "O ato de ler e escrever" com os escritores Wagner Costa, Rosimere Goulart Brognoli e Beatriz Leal Vieira, professora Maria Bernadete Simão de Luca e representantes da Academia Criciumense de Letras e da Fundação Cultural de Criciúma.

Dia 29: 19h Abertura com a cantora Fernanda Zanette;
19h30min: Peça teatral – Clov's

Dias 28 a 31 de outubro- Apresentação de músicas pelos alunos nos intervalos de aula;

- Exposição de trabalhos;
- Feira do Livro das 8h30min às 21h, no pátio da escola, próximo as catracas;
- Troca-troca de livros, 9h às 21h, no corredor da Biblioteca;
- Gibilândia 9h às 16h, no pátio da escola (local dependerá do clima);
- Promoção surpresa do dia no horário de funcionamento da biblioteca;
- Oficinas artísticas:

FONTE: SATC

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

É isso aí mano!


Não sou fã nº 1 do Marcelo D2, mas a música DESABAFO que está nas paradas tornaram-se minhas palavras mediante os caos que estamos vivendo:

Desabafo
Composição: Ronaldo Monteiro e Ivan Lins

"Deixa, deixa, deixa, eu dizer o que penso dessa vida, preciso demais desabafar..."

Eu já falei que tenho algo a dizer, e disse
Que falador passa mal e você me disse
Que cada um vai colher o que plantou
Porque raiz sem alma como o flip falou, é triste

A minha busca é na batida perfeita
Sei que nem tudo tá certo mas com calma se ajeita
Por um mundo melhor eu mantenho minha fé
Menos desigualdade, menos tiro no pé

Andam dizendo que o bem vence o mal
Por aqui vo torcendo pra chegar no final
É,quanto mais fé,mais religião
Amor que mata,reza,reza ou mata em vão
Me contam coisas como se fossem corpos,
Ou realmente são corpos,todas aquelas coisas
Deixa pra lá eu devo tá viajando
Enquanto eu falo besteira, nego vai se matando
Então
Deixa,deixa,deixa
Eu dizer o que penso dessa vida
Preciso demais desabafar

Ok,então vamos lá,diz
Tu quer a paz,eu quero também,
Mas o Estado não tem direito de matar ninguém
Aqui não tem pena morte mas segue o pensamento
O desejo de matar de um Capitão Nascimento
Que,sem treinamento se mostra incompetente
O cidadão por outro lado se diz,impotente,mas
A impotência não é uma escolha também
De assumir a própria responsabilidade
Hein?

Que você tem e mente,se é que tem algo em mente
Porque a bala vai acabar ricocheteando na gente
Grandes planos,paparazzo demais
O que vale é o que você tem,e não o que você faz
Celebridade é artista,artista que não faz arte
Paga um como pilates achando que já fez sua parte
Deixa pra lá,eu continuo viajando
Enquanto eu falo besteira nego vai,vai
Então deixa...

Clarícias

Foto: Janete Trichês
Essa semana, a UNESC está acontecendo o 9º Ciclo de Ensino, onde o foco principal é a obra de Machado de Assis.
Porém, no primeiro dia, nós alunos de Letras nos deliciamos com Clarice Lispector. Através do espetáculo Clarícias apresentado pelas alunas Heloísa Marina, Luana, Júlia e Lígia de Artes Cênicas da UDESC pudemos nos maravilhar com os contos dessa escritora maravilhosa.A apresentação faz parte do projeto Baú de Histórias do SESC-SC.
PARABÉNS MENINAS!

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Meu primeiro conto

Ilustração de Chris Andrews
Exercitando o que venho aprendendo da Oficina de Formação de Escritores, segue um dos primeiros contos que produzi lá:

Rasgado

Suas mãos buscavam tocar a ferida próxima do umbigo. A sensação úmida o fazia pensar que estava sangrando. Buscava ser doce com seu corpo, mas realista com suas frustrações.
Com um cobertor de pelos que cheirava a guardado e suor ele tentou proteger sua chaga. Esfregou os dedos no travesseiro para limpar do líquido que escorria da ferida e voltou a dormir.
Rompeu a noite em transgressões. Mas ao acordar via que era romântico demais para realizar o que os sonhos mostraram. Por isso negava o tempo todo suas indagações:
- Não poderia fazer um café para mim?
- Você não sabe me dizer onde fica essa rua?
- Não quer me ajudar ..?
Não, ele não queria mudar o sonho, e também não queria limpar a ferida.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Para final de semana, música da Marisa Monte

Tenha um ótimo final de semana!

Dica de decoração



Para nós apaixonados por leitura, é imprescindível um lugar bem especial para acomodar nossos valiosos livros.

Por isso, me chamou atenção a matéria desse mês da CASA e JARDIM que traz uma matéria especial sobre estantes, mesas e outros móveis armazenar seus livros em sua casa.

VALE A PENA CONFERIR!

terça-feira, 14 de outubro de 2008

A tecnologia muda a poesia


É Ela! É Ela! É Ela! É Ela!
(ÁLVARES DE AZEVEDO)

É ela! É ela! - murmurei tremendo,
E o eco ao longe murmurou - é ela!
Eu a vi... minha fada aérea e pura -
A minha lavadeira na janela!
Dessas águas-furtadas onde eu moro
Eu a vejo estendendo no telhado
Os vestidos de chita, as saias brancas;
Eu a vejo e suspiro enamorado!
Esta noite eu ousei mais atrevido
Nas telhas que estalavam nos meus passos
Ir espiar seu venturoso sono,
Vê-la mais bela de Morfeu nos braços!
Como dormia! Que profundo sono!...
Tinha na mão o ferro do engomado...
Como roncava maviosa e pura!...
Quase caí na rua desmaiado!
Afastei a janela, entrei medroso...
Palpitava-lhe o seio adormecido...
Fui beijá-la... roubei do seio dela
Um bilhete que estava ali metido...
Oh! de certo... (pensei) é doce página
Onde a alma derramou gentis amores;
São versos dela... que amanhã de certo
Ela me enviará cheios de flores...
Tremi de febre!
Venturosa folha!
Quem pousasse contigo neste seio!
Como Otelo beijando a sua esposa,
Eu beijei-a a tremer de devaneio...
É ela! É ela! - repeti tremendo;
Mas cantou nesse instante uma coruja...
Abri cioso a página secreta...
Oh! Meu Deus! Era um rol de roupa suja!
Mas se Werther morreu por ver Carlota
Dando pão com manteiga às criancinhas
Se achou-a assim mais bela - eu mais te adoro
Sonhando-te a lavar as camizinhas!
É ela! É ela! meu amor, minh'alma,
A Laura, a Beatriz que o céu revela...
É ela! É ela! - murmurei tremendo,
E o eco ao longe suspirou - é ela!

Acesso liberado


Os editores da revista Superinteressante liberaram o conteúdo das edições de 1988 a 2007.


Em breve, todos os especiais, o restante das seções e o conteúdo integral das edições em 2007 também estarão disponíveis.O material é uma rica fonte de material de pesquisa para trabalhos escolares.


Para conferir, clique AQUI

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

13 outubro - Dia Mundial do Escritor e Direitos Autorais


"Escrever é procurar entender, é procurar reproduzir o irreproduzível, é sentir até o último fim o sentimento que permaneceria apenas vago e sufocador. Escrever é também abençoar uma vida que não foi abençoada."
Clarice Lispector
Nesse dia gostaria de falar de algo que venho questionando veementemente: o desafio do escritor nos dias de hoje.
Poucos querem se aperfeiçoar em leitura, oficinas, ou faculdades. Muitos apelam para os temas sensacionalistas buscando leitores, mesmo que para isso sacrifique a boa escrita.
Amador ou profissional, o escritor deve ter respeito antes de tudo pela literatura. Não como uma mãe rabugenta que exige formalismos. Mas por tudo aquilo que envolve esse mundo.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Concurso de Contos

CONCURSO DE CONTOS
de LIVRARIA CULTURA


Muita gente gosta de escrever, mas nem todos tem a chance de mostrar ao público seu talento. Se você é um destes, aproveite esta chance!
Para participar, escreva um ou mais contos ficcionais que se relacionem com a Livraria Cultura. Cada conto deverá ser de no máximo dois mil toques e deve apresentar o nome Livraria Cultura. Você pode também enviar uma imagem de no máximo um 1 MB para ilustrar seu conto.
Todas as informações para participar do concurso se encontra no BLOG DO CONCURSO.
PREMIAÇÃO
Todos os contos aprovados segundo o regulamento estabelecido pela Livraria Cultura serão postados no hotsite e, dentre eles, serão selecionados os melhores que passarão para as fases posteriores.
De todos os contos disponibilizados no hotsite serão escolhidos os melhores que, por sua vez, serão publicados, sem qualquer custo ou ônus aos seus autores, na Revista da Cultura, que tem distribuição gratuita em todas as lojas da rede, sendo publicados, no mínimo, um conto a cada edição da revista, sem que sejam retirados do hotsite, necessariamente.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

A história da mulher

Trazendo para cá a discussão de minha última aula de filosofia:
Os motivos que levaram a mulher, ao longo da história ser subjulgada.
Entre os pontos levantados:
* Estrutura física mais frágil;
* Influência da Igreja e Estado desde tempos antigos com idéias que inferiorizam a mulher;
* Ameaça que ela representava ao poder;
* O papel da mulher na condição de esposa e mãe;
* Papel da mulher como vítima dos abusos sexuais e por isso "necessita ser calada para não denunciar seus agressores";
Concorda ? Discorda? Deixe sua opinião:

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Quantos ?

Para cada sim existe um não

Para cada caminho, uma escolha de não estar

Quando aprendemos, deixamos ou acrescentamos algo que tínhamos?

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Acordo Ortográfico - Informações

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinará nesta segunda-feira, no Rio de Janeiro, em cerimônia na Academia Brasileira de Letras, decreto que estabelece o cronograma para a vigência do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa.O acordo ortográfico, que unifica a forma como é escrito o português nos países que falam a língua, aprovado pelo Parlamento de Portugal, vai modificar 0,43% do dicionário brasileiro.

Confira as alterações que o novo acordo trará para o português escrito no Brasil:

Alfabeto
Passará a ter 26 letras, ao incorporar "k", "w" e "y".

Trema
Deixará de existir, só permanecerá em nomes próprios, como Hübner ou Müller.

Acento agudo
Desaparecerá nos ditongos abertos "ei" e "oi" em palavras como "idéia" e jibóia" e nas palavras paroxítonas com "i" e "u" tônicos, quando precedidos de ditongo em palavras como "feiúra"

Acento circunflexo
Desaparecerá em palavras com duplo "o", como vôo e enjôo e na conjugação verbal com duplo "e", como vêem e lêem.

Acento diferencial
Não se usará mais acento para diferenciar "pára" (verbo) de "para" (preposição) ou "pêlo" (substantivo) de "pélo" (verbo) e "pelo" (preposição mais artigo).

Hífen
Desaparecerá em palavras em que o segundo elemento comece com "r" e "s", como "anti-rábico" e "anti-semita". A grafia passará a ser "antirrábico" e "antissemita". O hífen será mantido quando o prefixo terminar em "r", como em "inter-racial".

O acordo entrará em vigor a partir de janeiro de 2009, mas as duas normas ortográficas (a atual e a prevista no acordo) poderão ser usadas e aceitas como corretas nos exames escolares, vestibulares, concursos públicos e demais meios escritos até dezembro de 2012.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

A poesia que liberta

POESIA CHEGA ÀS PRISÕES
Notícia disponível em TSF, de Portugal



Filipe Gomes quer incentivar o gosto pela leitura aos reclusos de várias prisões portuguesas através da poesia com o objetivo de ajudar a integração social de quem está preso.
Durante a sua visita ao Estabelecimento Prisional de Braga, depois de perguntar se algum dos presos gostava de ler e, em particular, se gostavam de poesia, Filipe Gomes perguntou aos reclusos se conheciam os versos de "Ser Poeta", de Florbela Espanca.
Com este tipo de iniciativas, se pretende trabalhar a liberdade, a família, a justiça e o amor com momentos em que as palavras se fazem sentir no interior dos reclusos.
"Aquilo que me preocupa é motivar para a leitura da poesia, mas tentar mostrar alguns poemas que podem ser interpretados de uma maneira positiva e que, mesmo que não sejam entendidos naquele momento, se calhar podem ficar na memória", explicou.
Além de Espanca, foram declamadas poesias de Eugénio de Andrade, Charles Baudelaire e Mário Cesariny.
"Reavivei a ideia de que realmente a poesia é um bom fruto de acolhimento», afirmou um dos presos"
SER POETA (FLORBELA ESPANCA)
Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!

É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!

É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!

E é amar-te, assim perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Admirável blogueira

YOANÍ SÁNCHEZ
Grave esse nome!

O que ela fez?

Em um ano, Yoani Sánchez se tornou a blogueira mais popular de Cuba. A crise no poder detonada pelo problema de saúde de Fidel Castro fez com que a cubana de 32 anos, formada em lingüística criasse na internet um grito de resistência e de mudanças na ilha comunista. Em fevereiro, o blog "Generación Y" contabilizou mais de 1,2 milhão de visitas.

Com essa façanha, Yoaní ganhou o Prêmio Ortega y Gasset de Jornalismo (de El País) que completa 25 anos, numa comemoração em que se distingüiu a valentia do jornalismo de investigação, a luta em favor da liberdade de expressão e a denúncia aos horrores da guerra.

Para ler entrevista : VISÃO GLOBAL

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Conflito da escrita: CRIAR

- Tudo bem?
- Não, somente oitenta e dois por cento.
- Ora, mas porque essa raiva?
- Porque você é tão sem graça que não cria nada novo?
- Ah, porque antes do hoje já existiu tudo e não há.
- Não há novo?
-
Não, não existe como apagar. O ontem é conhecido e já não sou inerte a tudo.
- Mas então chame alguém que não conheça o ontem para escrever.
- Isso não é possível.
- Porque para escrever o hoje é necessário conhecer o ontem.


PROVOCAÇÕES

( Como criar algo novo quando tudo parece já ter sido criado? Como melhorar a escrita? Se opiniões diversas se formam a respeito... ora dizendo talendo, ora dizendo preparo, ora dizendo vontade individual)

BEATRIZ VIEIRA

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Escreva uma carta

Uso de telefones e Internet inibe hábito pela escrita de carta
Por André Brandão - Jornal da Angola
As novas tecnologias de informação e comunicação, como telemóveis e uso da Internet, inibem o hábito pela escrita da carta e telegramas. A opinião foi avançada, quinta-feira última, na cidade de Ndalatando, província do Kwanza-Norte, pelo inspector postal dos correios de Angola, Manuel Hebo Quibambo.
De acordo com o responsável, as pessoas perderam o costume de escrever cartas e telegramas em relação ao passado devido aos avanços da tecnologia de comunicação, “coisa que não pode acontecer numa sociedade como a nossa”. Manuel Hebo Quibambo precisou que desde o princípio do ano, a direcção dos Correios de Angola do Kwanza-Norte recebeu cerca de 427 cartas e enviou 121 a diferentes países do mundo, principalmente Portugal, Brasil e Cuba.

Por isso, o blog CARTAS AO AVESSO sugere a você caro amigo a escrever uma cartinha de próprio punho para um(a) amigo(a), seu amor, um parente. Coloque fotografias, colagens, cores diferentes. É tão bom receber cartas!

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Sonho de hospedagem

Que acha de passar umas férias em Nova York rodeada de livros?

Apresento a vocês LIVRARY HOTEL

Cada andar tem um tema dos quartos com os livros disponíveis:

3º Ciências Sociais
4º Idiomas
5º Matemática e Ciência
6º Tecnologia
7º Artes
8º Literatura
9º História
10º Conhecimentos Gerais
11º Filosofia
12º Religião

Por exemplo, no 8º andar (Literatura) o hóspede pode escolher entre os quartos Erótico, Os Clássicos, Poesia, Drama, Contos de Fadas ou Mistérios.

OBS: Vi em Horas Serenas e achei super interessante.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Quer comprar meu livro ?

Agora, chegou a hora de vender meu peixe...

Lançado em 2006 pela Academia Criciumense de Letras, o livro "Ao som do teu nome" é minha primeira obra sozinha.Com 86 poemas dividido em 7 capítulos, o livro representa meus primeiros passos na escrita.

Caso tenha interesse, estou a queimar estoques:

Valor R$10,00
Envio por minha conta (encomenda simples)
Para pedidos:
beatrizlv@terra.com.br

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Mario de Andrade no LIVRO CLIP

Quer mais? CLIQUE AQUI

Sou escritor, mas sou normal!

Para descontrair um pouco:
Curiosidades sobre alguns escritores, disponível em AMIGOS DO LIVRO

Aluísio de Azevedo tinha o hábito de, antes de escrever seus romances, desenhar e pintar, sobre papelão, as personagens principais mantendo-as em sua mesa de trabalho, enquanto escrevia.

Aos dezessete anos, Carlos Drummond de Andrade foi expulso do Colégio Anchieta, em Nova Friburgo (RJ), depois de um desentendimento com o professor de português. Imitava com perfeição a assinatura dos outros. Falsificou a do chefe durante anos para lhe poupar trabalho. Ninguém notou. Tinha a mania de picotar papel e tecidos. "Se não fizer isso, saio matando gente pela rua". Estraçalhou uma camisa nova em folha do neto. "Experimentei, ficou apertada, achei que tinha comprado o número errado. Mas não se impressione, amanhã lhe dou outra igualzinha."

Numa das viagens a Portugal, Cecília Meireles marcou um encontro com o poeta Fernando Pessoa no café A Brasileira, em Lisboa. Sentou-se ao meio-dia e esperou em vão até as duas horas da tarde. Decepcionada, voltou para o hotel, onde recebeu um livro autografado pelo autor lusitano. Junto com o exemplar, a explicação para o "furo": Fernando Pessoa tinha lido seu horóspoco pela manhã e concluído que não era um bom dia para o encontro.

Euclides da Cunha, Superintendente de Obras Públicas de São Paulo, foi engenheiro responsável pela construção de uma ponte em São José do Rio Pardo, SP. A obra demorou três anos para ficar pronta e, alguns meses depois de inaugurada, a ponte simplesmente ruiu. Ele não se deu por vencido e a reconstruiu. Mas, por via das dúvidas, abandonou a carreira de engenheiro.

Gilberto Freyre nunca manuseou aparelhos eletrônicos. Não sabia ligar sequer uma televisão. Todas as obras foram escritas a bico-de-pena, como o mais extenso de seus livros, Ordem e Progresso, de 703 páginas.

Graciliano Ramos era ateu convicto, mas tinha uma Bíblia na cabeceira só para apreciar os ensinamentos e os elementos de retórica.

Guimarães Rosa, médico recém-formado, trabalhou em lugarejos que não constavam no mapa. Cavalgava a noite inteira para atender a pacientes que viviam em longínquas fazendas. As consultas eram pagas com bolo, pudim, galinha e ovos. Sentia-se culpado quando os pacientes morriam. Acabou abandonando a profissão. "Não tinha vocação. Quase desmaiava ao ver sangue", conta Agnes, a filha mais nova.

Jorge Amado para autorizar a adaptação de Gabriela para a tevê, impôs que o papel principal fosse dado a Sônia Braga. "Por quê?", perguntavam os jornalistas, Jorge respondeu: "O motivo é simples: nós somos amantes." Ficou todo mundo de boca aberta. O clima ficou mais pesado quando Sônia apareceu. Mas ele se levantou e, muito formal disse: "Muito prazer, encantado." Era piada. Os dois nem se conheciam até então.

José Lins do Rego era fanático por futebol. Foi diretor do Flamengo, do Rio, e chegou a chefiar a delegação brasileira no Campeonato Sul-Americano, em 1953.

Machado de Assis era miope, gago e sofria de epilepsia. Enquanto escrevia Memórias Póstumas de Brás Cubas, foi acometido por uma de suas piores crises intestinais, com complicações para sua frágil visão. Os médicos recomendaram três meses de descanso em Petrópolis. Sem poder ler nem redigir, ditou grande parte do romance para a esposa, Carolina.

Manuel Bandeira sempre se gabou de um encontro com Machado de Assis, aos dez anos, numa viagem de trem. Puxou conversa: "O senhor gosta de Camões?" Bandeira recitou uma oitava de Os Lusíadas que o mestre não lembrava. Na velhice, confessou: era mentira. Tinha inventado a história para impressionar os amigos.

O escritor Pedro Nava parafusava os móveis de sua casa a fim que ninguém o tirasse do lugar.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Metade de mim

Porque acredito na mudança do ser humano,
Na sua capacidade de se ver e evoluir.
Na sua tentativa de autenticidade sem inveja,
Mesmo que para isso venha a tona sua metade mais medíocre.
METADE (Osvaldo Montenegro)

Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio.

Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio.

Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que o homem que eu amo seja pra sempre amado
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade.

Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a uma mulher inundada de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo.

Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Por que metade de mim é o que penso
Mas a outra metade é um vulcão
Que o medo da solidão se afaste
E que o convivio comigo mesmo se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembro ter dado na infância
Por que metade de mim é a lembrança do que fui
Mas a outra metade eu não sei.

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço.

Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é a platéia
A outra metade é a canção.

E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

O livro

Recebi esse poema e não poderia deixar de postá-lo:

Livro Aberto
( Germano Gonçalves Arrudas )

Eu gosto de livro, dos livros.
Livros abertos, livros fechados,
e até os lacrados, intocáveis.
Gosto da capa, das capas.
Do formato, em qualquer estado.

Dos prefácios, das palavras fáceis.
Das orelhas e, lombadas.
Da capa dura, da brochura, espiral.
Livros de romance, contos e espiritual.

Poemas, crônica e policial.
Das primeiras paginas,
dos dados de catalogação, Copyright.
Eu gosto dos agradecimentos,
das homenagens e dedicatórias,
dos índices, apêndices, das paginas do miolo.

Do papel em que passo o olho,
dos escritores e escritoras,
dos poetas e das poesias.
Eu gosto do que lia, escrevia.
Eu gosto de livro, dos livros.

Da folha em branco.
Da escrivaninha, de um orador, do computador.
Da folha com linha nasce o mais ilustre, filho do homem.
És livre, tornando a realização, de toda sua existência.
O livro vem de dentro, não vem do ventre.
Vem do coração, vem da mente.
Deixe-o perto, deixe o livro aberto.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

A cena de leitura III (final)

IMPORTANTE:
Leitores incomuns, de Milton Hatoum
Disponível em : ENTRE LIVROS

“A marcha, escreve Piglia, supõe leveza, agilidade, rapidez. É preciso desprender-se por completo, estar leve e andar. Mas Guevara mantém um certo peso. Na Bolívia, já sem forças, carregava livros. Ao ser detido em Ñancahuazu, quando é capturado depois da odisséia que conhecemos, uma odisséia que supõe a necessidade de movimento incessante e de fuga ao cerco, a única coisa que ele conserva (porque perdeu tudo, não tem nem sapatos) é uma pasta de couro, que leva amarrada ao cinturão, sobre a ilharga direita, onde guarda seu diário de campanha e seus livros. Todos se desfazem daquilo que dificulta a marcha e a fuga, mas Guevara continua mantendo seus livros, que pesam e são o oposto da leveza exigida pela marcha.” (pág. 103)

A capa do livro (da autoria de Angelo Venosa) foi inspirada numa fotografia de Ernesto Guevara lendo no alto de uma árvore. É uma imagem notável do guerrilheiro – homem de ação – que faz uma pausa para ler. Armas e letras, dois temas medievais explorados no Dom Quixote, parecem reviver nessa imagem em que o leitor, significativa e simbolicamente, situa-se no alto. Longe de ser uma posição de quem se sente elevado, a altura, aqui, é uma posição precária, que denota perigo e instabilidade. (...)

Narrar para não morrer é a mensagem de Sherazade ao rei Shariar em cada conto do Livro das mil e uma noites. Ernesto Guevara lê para viver. Ou suportar a vida: fado de um homem que vivia perigosamente à beira da morte. Mas ler é também o destino de tantos outros seres que não se lançam à aventura utópica de transformar o mundo por meio da ação revolucionária. Esse leitor apaixonado forma o duplo do escritor. E ambos justificam a literatura.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

A cena de leitura II


Leitores Incomuns , de Milton Hatoum
Disponível em: ENTRE LIVROS

Um bom leitor reescreve o livro com a imaginação de um escritor. Alguns vão mais longe. Com os olhos no texto e um lápis na mão, eles fazem anotações nas margens das páginas, sublinham frases, cravam aqui e ali pontos de interrogação. Há os que elaboram fichas com resumos ou esquemas do enredo, árvores genealógicas, comentários sobre o tempo da narrativa, posição do narrador, personagens, idéias, metáforas, ambiente político, social etc. Esse leitor incansável seria o leitor ideal, mencionado por Umberto Eco no ensaio Seis passeios pelo bosque da ficção.
No Tempo redescoberto – último volume do Em busca do tempo perdido –, o narrador de Proust faz uma reflexão sobre esse tema. Um livro, diz o narrador proustiano, pode ser sábio demais, obscuro demais para um leitor ingênuo. A imagem que Proust evoca é a de uma lente embaçada entre o olhar e as palavras: um anteparo à leitura. Mas o inverso também acontece quando o leitor astucioso revela capacidade e talento para ler bem. De acordo com o autor francês, “cada leitor é, quando está lendo, o leitor de si próprio”. Ou seja, uma obra literária permite ao leitor discernir tudo aquilo que, sem a leitura dessa obra, ele não teria visto ou percebido em sua própria vida.
No quarto capítulo de seu belo ensaio O último leitor, o argentino Ricardo Piglia lembra a figura de um leitor incomum: o revolucionário e guerrilheiro Ernesto Guevara. O comandante Che sonhava ser escritor, mas o compromisso político-social o conduziu a outras veredas. No entanto, ele escreveu diários de viagem, textos sobre técnicas e estratégias de guerrilha, relatos inspirados diretamente em sua experiência revolucionária em Cuba, na África e na América do Sul. O que não falta em suas incansáveis viagens – inclusive a última, pouco antes de morrer – é o livro, a leitura.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

A cena de leitura I

Leitores incomuns, de Milton Hatoum.
Disponível em: ENTRE LIVROS

Há tanta diferença entre a “atitude” de quem lê e a de quem escreve? Um dos problemas cruciais do leitor e do escritor é a falta de tempo, decorrente da pressão do dia-a-dia.
Os escritores que vivem de sua pena não podem escolher uma hora do dia ou da noite para trabalhar. Mesmo os que tiveram ou têm a sorte de não depender do trabalho da escrita, revelam-se compulsivos, ávidos para narrar. O que deve ser escrito é inadiável. Deixar para escrever mais tarde, amanhã ou outro dia qualquer só atrapalha o andamento da narrativa. Adiar um trabalho pode ser um alívio para um burocrata, não para um escritor. Ainda assim, há momentos de pausa e reflexão, de pesquisa e anotações, e, às vezes, de interrupções forçadas, um verdadeiro castigo para quem escreve. E há também pausas para leitura: a urgência de escrever não é menor nem menos intensa do que a urgência de ler.
“Escrevo porque leio”, afirmam alguns escritores. Mas um leitor poderia dizer: não escrevo nada, mas é como se a leitura fosse um modo de escrever, de imaginar situações, diálogos e cenas que a memória registra no ato da leitura.
O pior leitor é o passivo, resignado, que aceita tudo e lê o livro como uma receita ou bula para o bem viver. Este é o não-leitor. Porque o texto de auto-ajuda é um compêndio de trivialidades, palavras que não questionam, não intrigam nem fazem refletir sobre o mundo e sobre nós mesmos.