sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Criciúma : Nova Acrópole - Livro comentado




O Pequeno Príncipe” abre os debates do novo Clube do Livro

Começa gratuitamente neste sábado, às 15 horas, o projeto “Livro Comentado”, da Escola de Filosofia Nova Acrópole, em Criciúma, um novo Clube do Livro com o objetivo de analisar, à luz da filosofia, títulos literários com mensagens profundas. Para a primeira reunião, o grupo irá discutir o mundialmente famoso livro “O Pequeno Príncipe”, ...escrito e ilustrado pelo autor francês Antoine de Saint-Exupéry, em 1943. O enredo é um romance de um menino que vive em um planetoide muito pequeno. Ele é apaixonado por uma rosa, mas não parece ser correspondido. Desiludido, ele parte em uma viagem interplanetária conhecendo vários mundos e personagens diferentes. A cada ponto, o pequeno menino príncipe evolui no seu amadurecimento sobre a vida, culminando no encontro entre ele e o próprio escritor, Saint-Exupéry.

Aparentando ser um simples conto infantil, o livro carrega verdadeiras lições de vida, principalmente para o público juvenil e adulto, com teor poético e filosófico. Teor este que deve ser explorado no Clube do Livro. Segundo a coordenadora da Nova Acrópole em Criciúma, Jordana Alves, a cada personagem encontrado, o pequeno príncipe desenvolve vários valores que podem ser associados à vida dos leitores. “Se fizermos uma analogia à nossa própria vida, poderemos encontrar grandes respostas para nossas questões individuais. Esse é um dos benefícios de se utilizar a filosofia para estudar a literatura”, comenta. Com leituras e debates, a filosofia aponta que o conhecimento interior de cada um é o caminho para a felicidade. Jordana conta que a felicidade pode se apresentar de forma diferente para cada pessoa, mas, na essência, ela é um “bem supremo”, algo pelo que todos procuram, por uma realização plena de existência.

Além dos benefícios filosóficos, o Clube do Livro da Nova Acrópole de Criciúma traz o proveito de desenvolver as habilidades de leitura, escrita, vocabulário, imaginação e gosto pela literatura. “O projeto ‘Livro Comentado’ faz parte de um projeto maior de incentivo à leitura, que é uma das bases do aprendizado da escola. Mesmo quem não costuma ler, pode participar, porque acreditamos que o debate e as ideias vão surtir curiosidade nos participantes”, esclarece Jordana. O livro não será lido na íntegra justamente para que quem não leu possa ler posteriormente, sem saber o fim da trama já na reunião.

O encontro será mensal, e para o mês de março está agendada uma reunião sobre o livro “Hobbit”, que também utiliza elementos fantasiosos para lidar com questões muito humanas e reais. “O personagem conta em primeira pessoa, já no início do livro, que está escrevendo sua história de vida, isto é, deixando um legado de experiências e de conhecimento. Qual o objetivo disso? Que nós aprendamos com as situações. Para isso, vamos sempre fazer analogias ao que nós vivemos individualmente e em sociedade nos dias atuais. O resultado é surpreendente”, adianta a professora voluntária da escola.

A Escola Nova Acrópole, uma organização internacional de caráter filosófico, cultural e social, sem fins lucrativos, funciona de segunda a quinta-feira, das 19h às 22 horas, e mais informações podem ser encontradas no site www.nova-acropole.org.br. A organização está presente em mais de 50 países e conta com quase 70 escolas no Brasil. São 60 alunos frequentes na filial criciumense, que fica na rua Marechal Deodoro, 195, no Centro.

Texto: Djonatha Geremias

Fonte: Jornal da Manhã/Criciúma- 14/02/2013

Amore

5 meses que te conheci....

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Literatura infantil

Felizmente, nos dias atuais quase todas as livrarias possuem setores voltados à literatura infantil,  com livros coloridos, cheios de novidades aos olhos dos pequenos. Dependendo da faixa etária, uns vem com atrativos de sons, olhinhos que se mexem, dobraduras que formam paisagens em alto relevo e por aí vai...
Ou seja, as crianças tem muito mais opções para escolherem, e serem atraídas por esse objeto tão valioso: o livro. Importante que esses pequenos se familiarizem com livro como "uma coisa" comum, atrativa, como um brinquedo.
É certo que em função dessa chuva de ofertas do mercado editorial infantil, muitas dessas publicações tem pouca qualidade. Para aquelas obras que possuem textos (para crianças que já leem), é preciso atenção dos pais pois mensagens "bobas demais" ou "fortes demais" acabam sendo inapropriadas para a idade. 
De qualquer forma é excelente saber que hoje temos tantos livros disponíveis para as mãos dos pequenos!

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Música !

Depois de um feriadão perfeito....uma música para voltar ao status "on".
Minha trilha sonora deste carnaval:




sábado, 9 de fevereiro de 2013

Associação de Escritores






Irá ocorrer a 1ª Reunião da Associação dos Escritores do Sul de Santa Catarina (Aessc), que será no Salão de Festas do Edifício Moranello, onde funciona a loja Biodental, à Rua Felipe Schmidt, no Centro de Criciúma, no dia 19 de fevereiro, segunda-feira, às 17 horas.


Entre na nossa fanpage (www.facebook.com/EscritoresdeCriciuma) e conheça os princípios da associação, da qual faço parte.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Espaço Cultural UNESC/Criciúma


Atenção Artistas!!


Estão abertas as inscrições para expor em 2013 no Espaço Cultural Unesc - Toque de Arte.
O edital foi lançado no dia 22 de novembro e as inscrições seguem até o dia 28 de fevereiro de 2013.

Mais informações:

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Olá visitante!

   Após instalar uma nova ferramenta de rastreamento nesse blog, que me informa de onde são os acessos de visitantes, tive uma bela surpresa: visitantes de vários pontos do Brasil e até de outros países.
   Aqui, no país vi acessos dos todos os cantos. Tive visita de pessoal de Manaus (AM), Venâncio Aires (RS), Vitória (ES), Campinas (SP), Catalão (GO) entre outras cidades diversas.
   As visitas internacionais vieram da Colômbia, Espanha e EUA.
 
   Assim, agradeço a visita de todos, e convido a deixar seu comentário para que eu possa saber mais dos leitores desse blog.
 
Abraços!
Beatriz

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Um longo caminho


   A atividade de escrita literária tem como característica a necessidade de persistência para poder ser bem sucedida. Normalmente, os feitos dessa arte só são vistos a longo prazo. Temos inúmeros exemplos de autores que só tiveram sucesso em suas obras, após a morte.

     Isso talvez se deva pois processo de crítica literária é raro e demorado. Os resultados de vendas, em editoras, é pequeno se compararmos com outros produtos de consumo. A maioria dos brasileiros não lê, e poucos tem interesse em observar o histórico de um escritor. Não ouvimos a frase "Nossa, fulano de tal lançou um novo livro..quero comprar. Adoro esse autor."
   Uma atividade que necessita de muitos estudos, técnica, tempo, e com pouco reconhecimento e interesse. Quem escreve precisa ler muito, muito mesmo e dos mais variados gêneros, e precisa de inspiração e ainda, em muitos casos tem prazo para tudo isso, pois é comum se inscrever em projetos culturais, editais, concursos para publicar. Ufa! E mesmo com tudo isso em dia, ainda há o risco de ser um anônimo a vida toda!
    
   Como leitora, felizmente, tive hábito em casa de sempre ter uma estante com muitos livros: nossa pequena biblioteca, mas sei que sou exceção. 
Como escritora, são quatorze anos (com alguns períodos de silêncio) publicando, concorrendo, buscando, escrevendo... e sei que é só o início da caminhada.Há um longo caminho pela frente!


quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Aparência versus existência


A sociedade capitalista se apresenta como sociedade do espetáculo.
A ostentação do consumo vale mais que o próprio consumo. A alienação do ser toma o lugar do próprio ser. A aparência se impõe à existência.
Jacob Gorender

Eu, etiqueta (Carlos Drummond de Andrade)

Em minha calça está grudado um nome
Que não é meu de batismo ou de cartório
Um nome... estranho
Meu blusão traz lembrete de bebida
Que jamais pus na boca, nessa vida,
Em minha camiseta, a marca de cigarro
Que não fumo, até hoje não fumei.
Minhas meias falam de produtos
Que nunca experimentei

Mas são comunicados a meus pés.
Meu tênis é proclama colorido
De alguma coisa não provada
Por este provador de longa idade.
Meu lenço, meu relógio, meu chaveiro,
Minha gravata e cinto e escova e pente,
Meu copo, minha xícara,
Minha toalha de banho e sabonete,
Meu isso, meu aquilo.
Desde a cabeça ao bico dos sapatos,
São mensagens,
Letras falantes,
Gritos visuais, 
Ordens de uso, abuso, reincidências.
Costume, hábito, premência,
Indispensabilidade,
E fazem de mim homem-anúncio itinerante,
Escravo da matéria anunciada.
Estou, estou na moda.
É duro andar na moda, ainda que a moda
Seja negar minha identidade,
Trocá-lo por mil, açambarcando
Todas as marcas registradas,
Todos os logotipos do mercado.
Com que inocência demito-me de ser
Eu que antes era e me sabia
Tão diverso de outros, tão mim mesmo,
Ser pensante sentinte e solitário
Com outros seres diversos e conscientes
De sua humana, invencível condição.
Agora sou anúncio
Ora vulgar ora bizarro.
Em língua nacional ou em qualquer língua
(Qualquer, principalmente.)
E nisto me comprazo, tiro glória
De minha anulação.
Não sou - vê lá - anúncio contratado.

Eu é que mimosamente pago
Para anunciar, para vender
Em bares festas praias pérgulas piscinas,
E bem à vista exibo esta etiqueta
Global no corpo que desiste
De ser veste e sandália de uma essência
Tão viva, independente,
Que moda ou suborno algum a compromete.
Onde terei jogado fora
meu gosto e capacidade de escolher,
Minhas idiossincrasias tão pessoais,
Tão minhas que no rosto se espelhavam
E cada gesto, cada olhar,
Cada vinco da roupa
Sou gravado de forma universal,
Saio da estamparia, não de casa,
Da vitrine me tiram, recolocam,
Objeto pulsante mas objeto
Que se oferece como signo de outros
Objetos estáticos, tarifados.
Por me ostentar assim, tão orgulhoso
De ser não eu, mar artigo industrial,
Peço que meu nome retifiquem.
Já não me convém o título de homem.
Meu nome nome é Coisa.
Eu sou a Coisa, coisamente.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Sentido da vida




Não sei se a vida é curta ou longa para nós, mas sei que nada do que vivemos tem sentido, se não tocarmos o coração das pessoas.

Muitas vezes basta ser: colo que acolhe, braço que envolve, palavra que conforta, silencio que respeita, alegria que contagia, lágrima que corre, olhar que acaricia, desejo que sacia, amor que promove.
E isso não é coisa de outro mundo, é o que dá sentido à vida. É o que faz com que ela não seja nem curta, nem longa demais, mas que seja intensa, verdadeira, pura enquanto durar. Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina.


(autor desconhecido)

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Anote esse nome: Monique Kessous


Cantora surgindo na música brasileira: vale a pena escutar!

Se gostou dessa.. escute dela : Coração ou Levo a minha vida assim

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Relembrando

       Fado: a algum tempo atrás conheci esse gênero musical...
Mas não queria mais ouvir pela carga dramática que carrega, também porque parecia não pertencer a mim, e sim a quem me sugeriu.
    BUT, me apropriei! E aprendi a levar adiante o que é bom. As boas músicas, palavras, versos e lembranças.
    Os dramas, decepções e desatinos ficam apenas para os escritos da madrugada.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Livro genial


   Um dos livros que marcou minha vida de escrita, e também de leitura, e com certeza me fez rever gosto literário foi sem dúvida CEM ANOS DE SOLIDÃO, do colombiano Gabriel García Marquez.

   Na época, me impressionou a complexidade de criar tanta história fantástica em um só livro...Tantos personagens, tantos fatos inusitados, a beleza do realismo mágico expressado em acontecimentos impressionantes.
   O livro conta a criação da cidade de Macondo, que desde sua fundação tem a família (Iguaran/Buendía) como protagonistas.Uma família que ora é descrita com fatos comuns de qualquer grupo social, ora com eventos estranhos e mágicos.Para se ter uma ideia, em um dos trechos da obra , o autor narra com naturalidade, José Arcadio, patriarca da linhagem Buendía, sonhando com cidades de paredes espelhadas, enquanto Macondo é atingida por uma demorada chuva que  apodrece tudo. Ainda temos personagens que saem voando pela janela, fantasmas que conversam com a família, maldições, magias e obsessões amorosas. 
   Considerado um dos 100 melhores livros do século XX, Cem Anos de Solidão é elaborado com genialidade.

   Na época que li, me questionei o esforço de nós, escritores, em produzir algo de qualidade, o esforço em entregar aos leitores algo realmente digno de gastar o tempo do leitor. Confesso, que fiquei meses sem escrever repensando minhas poesias.Me recordo das imagens que eu formava na mente enquanto lia.. e que me deixava intrigada. 
Valeu a pena cada página lida.

RECOMENDO MUITO!