segunda-feira, 8 de setembro de 2008

O livro

Recebi esse poema e não poderia deixar de postá-lo:

Livro Aberto
( Germano Gonçalves Arrudas )

Eu gosto de livro, dos livros.
Livros abertos, livros fechados,
e até os lacrados, intocáveis.
Gosto da capa, das capas.
Do formato, em qualquer estado.

Dos prefácios, das palavras fáceis.
Das orelhas e, lombadas.
Da capa dura, da brochura, espiral.
Livros de romance, contos e espiritual.

Poemas, crônica e policial.
Das primeiras paginas,
dos dados de catalogação, Copyright.
Eu gosto dos agradecimentos,
das homenagens e dedicatórias,
dos índices, apêndices, das paginas do miolo.

Do papel em que passo o olho,
dos escritores e escritoras,
dos poetas e das poesias.
Eu gosto do que lia, escrevia.
Eu gosto de livro, dos livros.

Da folha em branco.
Da escrivaninha, de um orador, do computador.
Da folha com linha nasce o mais ilustre, filho do homem.
És livre, tornando a realização, de toda sua existência.
O livro vem de dentro, não vem do ventre.
Vem do coração, vem da mente.
Deixe-o perto, deixe o livro aberto.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

A cena de leitura III (final)

IMPORTANTE:
Leitores incomuns, de Milton Hatoum
Disponível em : ENTRE LIVROS

“A marcha, escreve Piglia, supõe leveza, agilidade, rapidez. É preciso desprender-se por completo, estar leve e andar. Mas Guevara mantém um certo peso. Na Bolívia, já sem forças, carregava livros. Ao ser detido em Ñancahuazu, quando é capturado depois da odisséia que conhecemos, uma odisséia que supõe a necessidade de movimento incessante e de fuga ao cerco, a única coisa que ele conserva (porque perdeu tudo, não tem nem sapatos) é uma pasta de couro, que leva amarrada ao cinturão, sobre a ilharga direita, onde guarda seu diário de campanha e seus livros. Todos se desfazem daquilo que dificulta a marcha e a fuga, mas Guevara continua mantendo seus livros, que pesam e são o oposto da leveza exigida pela marcha.” (pág. 103)

A capa do livro (da autoria de Angelo Venosa) foi inspirada numa fotografia de Ernesto Guevara lendo no alto de uma árvore. É uma imagem notável do guerrilheiro – homem de ação – que faz uma pausa para ler. Armas e letras, dois temas medievais explorados no Dom Quixote, parecem reviver nessa imagem em que o leitor, significativa e simbolicamente, situa-se no alto. Longe de ser uma posição de quem se sente elevado, a altura, aqui, é uma posição precária, que denota perigo e instabilidade. (...)

Narrar para não morrer é a mensagem de Sherazade ao rei Shariar em cada conto do Livro das mil e uma noites. Ernesto Guevara lê para viver. Ou suportar a vida: fado de um homem que vivia perigosamente à beira da morte. Mas ler é também o destino de tantos outros seres que não se lançam à aventura utópica de transformar o mundo por meio da ação revolucionária. Esse leitor apaixonado forma o duplo do escritor. E ambos justificam a literatura.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

A cena de leitura II


Leitores Incomuns , de Milton Hatoum
Disponível em: ENTRE LIVROS

Um bom leitor reescreve o livro com a imaginação de um escritor. Alguns vão mais longe. Com os olhos no texto e um lápis na mão, eles fazem anotações nas margens das páginas, sublinham frases, cravam aqui e ali pontos de interrogação. Há os que elaboram fichas com resumos ou esquemas do enredo, árvores genealógicas, comentários sobre o tempo da narrativa, posição do narrador, personagens, idéias, metáforas, ambiente político, social etc. Esse leitor incansável seria o leitor ideal, mencionado por Umberto Eco no ensaio Seis passeios pelo bosque da ficção.
No Tempo redescoberto – último volume do Em busca do tempo perdido –, o narrador de Proust faz uma reflexão sobre esse tema. Um livro, diz o narrador proustiano, pode ser sábio demais, obscuro demais para um leitor ingênuo. A imagem que Proust evoca é a de uma lente embaçada entre o olhar e as palavras: um anteparo à leitura. Mas o inverso também acontece quando o leitor astucioso revela capacidade e talento para ler bem. De acordo com o autor francês, “cada leitor é, quando está lendo, o leitor de si próprio”. Ou seja, uma obra literária permite ao leitor discernir tudo aquilo que, sem a leitura dessa obra, ele não teria visto ou percebido em sua própria vida.
No quarto capítulo de seu belo ensaio O último leitor, o argentino Ricardo Piglia lembra a figura de um leitor incomum: o revolucionário e guerrilheiro Ernesto Guevara. O comandante Che sonhava ser escritor, mas o compromisso político-social o conduziu a outras veredas. No entanto, ele escreveu diários de viagem, textos sobre técnicas e estratégias de guerrilha, relatos inspirados diretamente em sua experiência revolucionária em Cuba, na África e na América do Sul. O que não falta em suas incansáveis viagens – inclusive a última, pouco antes de morrer – é o livro, a leitura.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

A cena de leitura I

Leitores incomuns, de Milton Hatoum.
Disponível em: ENTRE LIVROS

Há tanta diferença entre a “atitude” de quem lê e a de quem escreve? Um dos problemas cruciais do leitor e do escritor é a falta de tempo, decorrente da pressão do dia-a-dia.
Os escritores que vivem de sua pena não podem escolher uma hora do dia ou da noite para trabalhar. Mesmo os que tiveram ou têm a sorte de não depender do trabalho da escrita, revelam-se compulsivos, ávidos para narrar. O que deve ser escrito é inadiável. Deixar para escrever mais tarde, amanhã ou outro dia qualquer só atrapalha o andamento da narrativa. Adiar um trabalho pode ser um alívio para um burocrata, não para um escritor. Ainda assim, há momentos de pausa e reflexão, de pesquisa e anotações, e, às vezes, de interrupções forçadas, um verdadeiro castigo para quem escreve. E há também pausas para leitura: a urgência de escrever não é menor nem menos intensa do que a urgência de ler.
“Escrevo porque leio”, afirmam alguns escritores. Mas um leitor poderia dizer: não escrevo nada, mas é como se a leitura fosse um modo de escrever, de imaginar situações, diálogos e cenas que a memória registra no ato da leitura.
O pior leitor é o passivo, resignado, que aceita tudo e lê o livro como uma receita ou bula para o bem viver. Este é o não-leitor. Porque o texto de auto-ajuda é um compêndio de trivialidades, palavras que não questionam, não intrigam nem fazem refletir sobre o mundo e sobre nós mesmos.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Julieta de novo!!!

Como uma das mais novas fãs de JULIETA VENEGAS, posto aqui mais um vídeo dela:
EL PRESENTE



Entrevista com Julieta Venegas em UNIVISION

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Uma ótima descoberta: Evandro Affonso Ferreira

Nessa semana estive na Maratona de Leitura do SESC, aqui em Criciúma e me apresentaram um peculiar escritor brasileiro:

Evandro Affonso Ferreira.
Mineiro de Araxá, nascido em 1945, autodidata, foi redator publicitário por 20 anos. Montou um sebo com os 3.000 livros que tinha em casa e, no dia 26 de outubro de 2000, aos 55 anos, lançou seu primeiro livro, "Grogotó!", com 73 contos pequenos, alguns com menos de 30 palavras, que trazem em si histórias inteiras, com fechos trabalhadamente inesperados, surpreendentes.
Depois, vieram "Araã!" (2002), "Erefuê" (2004), "Zaratempô!" (2005) e "Catrâmbias!" (2006). Seu estilo cativou o conhecido escritor Moacyr Scliar, que afirmou: "Seus contos, muito curtos - raros são aqueles que ultrapassam meia página - primam pelo refinamento, pela precisão da linguagem. É possível definir duas influências, ou pelo menos duas afinidades em seu trabalho: com Dalton Trevisan e com Guimarães Rosa. Do primeiro ele tem o humor cruel, escatológico até ("Pobrezinha, não agüenta mais o futum dos meus puns."). E, como Rosa, ele vai buscar na pitoresca, mas simbólica linguagem popular do Brasil os termos e as expressões que, misturadas à frase de caráter mais erudito, dão um peculiar fascínio a seu texto."

E aqui, uma amostra de seus divertidos mini contos:

Suspicaz
Você anda muito desconfiante, querida, muito desconfiante, sinto isso no fundo da alma, de mais a mais é preciso dizer que não existe homem em tais condições inteiramente fiel, não existe, nem mesmo Diógenes com sua lâmpada conseguiria encontrá-lo em plena luz do dia, de modo que você precisa acabar de vez com isso, querida, do contrário, não lhe trarei outras flores no próximo finados.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

LIVRO DOS COMEÇOS

Lançamento de livro
Amanhã (26/08) será feito lançamento oficial da obra "LIVRO DOS COMEÇOS".O volume é o resultado da Oficina de Escritores realizada pelo SESC/SC em Criciúma e conta com escritos inéditos de autores locais como Ronaldo Costa, Beatriz Vieira (olha eu aqui) e Cristiane Dias.
A Oficina de Formação de Escritores do SESC/SC aconteceu em diversas cidades de SC ano passado após uma seletiva em cada região.
Durante a oficina foram discutidos contextos ligados à literatura e feito vários exercícios de produção textual que resultaram no "LIVRO DOS COMEÇOS".

O evento contará também com a presença do escritor parnaibano,
Manoel Ricardo de Lima (orientador da oficina), doutor em Literatura Nacional e professor da Universidade Federal de Santa Catarina que irá apresentar e autografar seu mais novo livro "55 Começos".

Data: 26/08/2008
Local: Restaurante Montalccino
Rua Celestina Zilli Rovaris, Michel
Criciúma - SC
Horário: 20:30 hs

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Não uso sapatinhos brilhantes


CASULO (BEATRIZ VIEIRA)

Traga aqui uma caixa e
jogue essas sujeiras dentro.

Vestidos negros e rasgados
até que meu traje de gelo
esteja pronto:

e se quiser me colocar em pose
de sapatinhos brilhantes,
ah! vamos debater.

Não vou comer meu silêncio,
tenho uma fórmula secreta.

Fonte:
LIVRO DOS COMEÇOS/ Organizado por Manoel Ricardo de Lima.Coleção Caderno de Autoria.Florianópolis:SESC/SC, 2008.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

No clima das Olimpíadas

Relembrando a belíssima música Reach (tema das Olímpiadas de Atlanta-1996), vemos aqui Gloria Estefan como notícia do dia:
Disponível em Globo On Line:

Gloria Estefan será homenageada como a Personalidade do Ano de 2008 no Grammy Latino

19/08/2008 - Carlos Miguel - O Globo
A Academia Latina de Artes e Ciência da Gravação anunciou nesta terça-feira, em Miami, que a cantora Gloria Estefan será a homenageada como Personalidade do Ano de 2008 na festa do Grammy Latino. Gloria receberá seu troféu no dia 12 de novembro, no Centro de Convenções George R. Brown de Houston, no Texas, na véspera da cerimônia de premiação da nona edição do evento.
Segundo a justificativa do presidente do Grammy Latino, o executivo mexicano Gabriel Abaroa, Gloria, uma cubana radicada nos EUA desde os anos 1970, foi escolhida por ser "uma mulher latina extraordinário, talentosa e um grande ser humano reconhecida internacionalmente por sua música".


* Ótima música para começar o dia !!

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Dia Mundial do Fotógrafo

19 de agosto - Dia Mundial do Fotógrafo
Escolhi algumas imagens que gostei para homenagear esses profissionais:

domingo, 17 de agosto de 2008

Lugares mágicos


Já escrevi muito sobre lugares porque tenho a impressão que alguns, em especial, interagem com o ser humano.
Nesse final de semana visitei um desses locais : Parque da Guarita, em Torres (RS).
E lá do alto do morro fotografei essa imagem acima.
O mais interessante é que parece que recebo mensagens nesses lugares. Como se fossem cartas que só podem ser abertas lá naquele ponto geográfico...
E eu, com aquela imensidão de mar pela frente comecei a ter pensamentos soltos de como o ser humano é difícil, muitas vezes mesquinho, mas de que também nessa longitude de espaço existe muito mais espaço em minha vida para as coisas boas do que as ruins.
Saí de lá renovada de energias!

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Um litro de poesia e cem gramas de loucura

Um litro de poesia e cem gramas de loucura
(Rodrigo de Souza Leão)
Disponível em : Garganta da Serpente

Eu me perguntava por que de poeta e louco todos temos um pouco. Será mesmo?
O que faz a poesia e a loucura figurarem no adágio de forma paralela?O que é poesia e o que é a loucura? O paralelismo pode residir na manifestação discursiva de cada uma. Como a primeira lida com metáforas e linguagem conotativa, é fácil pensar que existe uma dose de loucura na poesia. Não acredito no vice-versa, na loucura discursiva de um texto. Toda a narrativa que se auto-define louca já tem a razão em si. Portanto não digamos impossível, mas para um louco é muito difícil fazer poesia, apesar de discursivamente estar despejando linguagem conotativa e metáfora full time.
Quando um poeta como Junqueira Freire diz: "Beijar-te a voz que soltas/Beijar-te a luz que visas"; fica claro que não é possível beijar a voz ou a luz, portanto, ele poderia ser um louco, no hospício. Mas não o é, o poeta emprega a linguagem conotativa, a qual a poesia está vinculada. Assim podemos dizer que a poesia, se tem um parentesco com a loucura, é devido a este elo. Loucos também fazem uso desta forma de linguagem para se comunicar. Só que para o doente, está é a forma de se comunicar. Ele não a vê como objeto artístico. Já o poeta parece ser o ordenador da loucura. Taí!!!! o poeta destila no papel o possível e o impossível, o real e o imaginário, o seu eu, e, mesmo perdendo por momentos a razão, para fazer poesia é necessário ainda outros requisitos. Outros temperos para o molho poético. O interessante é notar que, desde Homero, tenta-se apreender o conceito de poesia. E já se tem sucesso? O paradigma da poesia não é mutável, mas cada estilo de época acrescenta ou retira aspectos de linguagem. Quanto à loucura nenhum tratamento consegue dar cabo desta afecção.
Poesia, segundo Hênio Tavares, é a linguagem de conteúdo lírico ou emotivo escrito em verso ou em prosa. Ora é necessário certa ordenação para se escrever um poema. Por isso defender a hipótese de que loucura e poesia são parentes me parece, uma loucura relativa, usando o termo popularmente. Mas e os grandes poetas loucos? Eles poderiam estar loucos todo o tempo, menos quando escreviam. É necessário para a atividade escrita muita concentração, dedicação, raciocínio... coisa que, em surto, é impossível.
O que existe é uma glamourização da loucura. Parece bonito ser doidão. Estar doidão com batida de limão. Loucura não é isso. Definitivamente não é felicidade. Mas podem a loucura e a poesia andarem de mãos dadas? Pode a poesia auxiliar em tratamentos?
Sim, pode-se trazer pro mundo, pode-se muito com arte. A arte redime o homem, eleva-o. Faz o espírito se agigantar, sair de sua pequenez. Acredito que a poesia pode ser profilática. Um indivíduo surtado é uma nau desgovernada. Mal os remédios podem ajuda-lo. Nem ele pode faze-lo. Mas só o fato de evitar a loucura para uns, faz com que escrever seja um remédio. Por isso salve a poesia. Saúde poesia!!!!

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Literatura de Cordel

Assisti o espetáculo de Abdias Campos e recomendo! (segue abaixo folder do espetáculo)
Para saber mais:

Abdias Campos
Academia Brasileira de Literatura de Cordel

História da Literatura de Cordel

A história da literatura de cordel começa com o romanceiro luso-espanhol da Idade Média e do Renascimento. O nome cordel está ligado à forma de comercialização desses folhetos em Portugal, onde eram pendurados em cordões, lá chamados de cordéis. Inicialmente, eles também continham peças de teatro, como as de autoria de Gil Vicente (1465-1536).

Foram os portugueses que trouxeram o cordel para o Brasil desde o início da colonização. Na segunda metade do século XIX começaram as impressões de folhetos brasileiros, com características próprias daqui. Os temas incluem desde fatos do cotidiano, episódios históricos, lendas , temas religiosos, entre muitos outros. As façanhas do cangaceiro Lampião (Virgulino Ferreira da Silva, 1900-1938) e o suicídio do presidente Getúlio Vargas (1883-1954) são alguns dos assuntos de cordéis que tiveram maior tiragem no passado. Não há limite para a criação de temas dos folhetos. Praticamente todo e qualquer assunto pode virar cordel nas mãos de um poeta competente.
No
Brasil, a literatura de cordel é produção típica do Nordeste, sobretudo nos estados de Pernambuco, da Paraíba, do Rio Grande do Norte e do Ceará. Costumava ser vendida em mercados e feiras pelos próprios autores. Hoje também se faz presente em outros Estados, como Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo. O cordel hoje é vendido em feiras culturais, casas de cultura, livrarias e nas apresentações dos cordelistas.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

A primeira impressão é a que fica



Quantos de nós já se deparou com impressões equivocadas de estrangeiros a respeito de nosso Brasil?De que vivemos em meio a florestas, com índios andando nas ruas das cidades... Na última aula de literatura brasileira, refletimos sobre as primeiras imagens que foram retratadas de nosso país.
Muitas dessas gravuras possuem tons exagerados da visão daqui, confundindo costumes da cultura indígena. O resultado foi a idéia de índios comparados a animais, ou homens selvagens que praticavam rituais satânicos, sem noção alguma de civilidade.


Agora imagine se você tivesse acesso às figuras acima. Qual a impressão que iria permanecer dessa terra?

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Cesta Básica do Livro

Programa Cesta Básica do Livro tramita no Senado

Tramita na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado um Projeto de Lei que autoriza o Executivo a criar o Programa Cesta Básica do Livro. O objetivo do projeto é garantir um acervo mínimo para estudantes do ensino público, fornecendo às famílias dois livros de conteúdo literário, artístico e científico a cada bimestre letivo. O Projeto de Lei aguarda aprovação e recebimento de emendas na comissão.