terça-feira, 13 de março de 2012

quinta-feira, 8 de março de 2012

O silêncio que fala

Seguindo a postagem de ontem, venho reforçar a ideia de como podemos tirar boas conclusões com uma reflexão.
Na vida prática nem sempre o silêncio trará boas respostas, mas vale a pena tentar.  Ele poderá dizer omissão, despreocupação, revolta, raiva ou até desistência.  O silêncio pode ser até mesmo uma carta ao avesso. Um longo escrito que necessita de repouso e coragem para ser lido.
Entender que silêncio é um distanciamento do que estava sendo feito todos os dias. Uma criança que todos os dias chama pelo pai e de um dia para o outro silencia é um exemplo bem simples dessa lacuna que passa a ocorrer e que só quem tem sensibilidade consegue perceber. Fico imaginando quantos milhares de pessoas passam a vida inteira e não se ouvem, não se entendem e produzem tantos conflitos ao seu redor por conta disso.
E aprender a silenciar é uma ação muito complicada, porque não é só uma atitude de se calar. Se fizer somente isso, a alma gritará e pode ser que ela traga algumas emoções até então desconhecidas. Silenciar é acalmar também a alma, e aqueles músculos do ombro que soltam o pensamento.Girar uma chave para desligar e se ouvir.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Pause - Para entender

"Assim como as atividades de ler e aprender, quando em excesso, são prejudiciais ao pensamento próprio, as de escrever e ensinar em demasia também desacostumam os homens da clareza e profundidade do saber e da compreensão, uma vez que não lhes sobra tempo para obtê-lo." A arte de escrever / Arthur Schopenhauer



Quando li esse trecho do livro, me pareceu um ataque de punhal aos amantes da leitura. Mas essa ideia ficou ali me provocando... E tive que ter tempo para entender alguns processos que vem depois da leitura ou da escrita, que me remeteu a uma expressão que aprendi na Oficina de Escritores do SESC/SC: "engavetar conteúdos e deixá-los dormir para que eles possam nos acordar".

Principalmente na leitura, digerir o conteúdo, o entrelinhas te traz experiências bem ricas. Como diz Shopenhauer, quando não temos tempo para obter a clareza daquilo que acabamos de ler, parece que copiamos a ideia do escritor e não criamos um pensamento próprio. Do mesmo jeito na escrita.. Vamos jogando milhões de palavras no papel e poucas vezes, deixamos aquelas ideias descansarem para depois vermos o que foi finalizado.

Por ansiedade, preguiça ou comodismo vamos acostumando a ler coisas prontas e endeusamos aqueles escritores que pensam por nós.Até porque hoje basta digitar "xxx" nesse google e tudo está ali, no prato com talheres para digerirmos. Sem pensar, sem muito esforço.

Então, fico por aqui no meu retorno ás postagens: uma provocação para pensar mais!!