quarta-feira, 16 de julho de 2008

Poesia SIM !

Brasileiro está lendo mais poesia?
Por Felipe Lindoso (01/07/2008)



A recente divulgação da pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil”, em sua segunda edição (a primeira pesquisa do gênero foi feita em 2000) provocou uma surpresa – agradável, para todos os que comentaram o assunto: foi anunciado que a poesia estava como o quinto gênero de livros mais lidos no Brasil, com 28% dos leitores declarando sua preferência.
Entre os autores brasileiros mais admirados pelos leitores apareciam Vinícius de Moraes (5º. lugar), Cecília Meireles (6º. lugar), Carlos Drummond de Andrade (7º. lugar), Mário Quintana (11º. lugar) e Manuel Bandeira (14º. lugar) e Castro Alves (21º. Lugar).´
Para ler artigo completo, clique AQUI

terça-feira, 15 de julho de 2008

Conhecendo o que é nosso!



Acima documento recebido por Villa Lobos: Citação por Serviços Meritórios e Excepcionais concedida pela Prefeitura de Nova York.

Considerado, ainda em vida, o maior compositor das Américas, Heitor Villa-Lobos compôs cerca de 1.000 obras e sua importância reside, entre outros aspectos, no fato de ter reformulado o conceito brasileiro de nacionalismo musical, tornando-se seu maior expoente. Foi, também, através de Villa-Lobos, que a música brasileira se fez representar em outros países, culminando por se universalizar.

Saber mais: Museu Villa-Lobos

E não esqueça HOJE:

Projeto Sonora Brasil SESC (com composições de Villa-Lobos)
Dia : 15 Julho de 2008
Local : Teatro do Bairro da Juventude (Criciúma)
Horário: 20 horas
Valor: R$ 10,00 (geral) e R$ 5,00 (estudantes/idosos)

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Faça e cante a sua música

Música de LOST, na versão original de Mama Cass. Preste atenção na letra:

Make Your Own Kind Of Music (tradução)
Mama Cass Elliot

Ninguém pode te dizer

Que só uma canção que vale a pena ser cantada
Eles podem tentar te convencer
Pois eles ficam perturbados
Em ver alguém como você

Mas você tem que...
Fazer seu própro tipo de música
Cantar sua própria canção especial
Fazer seu próprio tipo de música
mesmo que ninguém mais cante junto

Então se você não puder pegar minha mão
E se você tem que ir
Eu vou entender
Você vai conhecer o tipo mais forte de solidão
Pode ser difícil ir
fazer o que tem que fazer
a coisa mais difícil a fazer

domingo, 13 de julho de 2008

Trechos valiosos


"Ninguém determina de antemão e do princípio ao fim o caminho que seguirá na vida. O máximo que fazemos é optar por trechos, com maior ou menor ousadia, à medida que prosseguimos em frente. Ocorre que, a cada novo trecho do caminho, nós nos deparamos com novas realidades e com possibilidades desconhecidas que alteram não só as nossas expectativas sobre o futuro, mas que podem colocar o percurso já transcorrido sob uma nova luz e perspectiva. O conhecer modifica o conhecido."

Trecho de AUTO-ENGANO(2005), de Eduardo Giannetti

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Escolha paralisar ou construir !

Acabei de receber e-mail de uma colega de trabalho (Juliana - RH) que está indo em busca de novas conquistas profissionais.
Anexo ao e-mail estava esse vídeo que achei muito valioso: O ponto dentro de você !

E refleti sobre a escolha:
Cobirçarmos "a grama" da vizinha e paralisarmos com a inveja que idealiza um desempenho;
OU
Nos conhecermos melhor e trabalharmos nosso potencial ! O resultado dessa opção está no vídeo:

Mais poesia...

MUSA (Luís Antonio Cajazeira Ramos)

Nenhum perfume disse que chegaste.
Não houve sobressaltos, nem sinais.
Chegaste, assim como quem chega, e parte
de tudo parte, para nunca mais

achar o rumo, longe do que fui.
Resta de mim somente algo de novo,
muito antigo e completo, feito fogo
ou verdade, tão novo como luz,

cidade, paz, necessidade, pão,
algo tão novo como tudo em vão.
E segue meu delírio a te seguir.

Nenhum perfume disse que partiste.
"E não partiste", meu delírio insiste.
Talvez perdido em ti dê trégua a mim.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Brincar...


BRINQUEDOS PARA HOMENS
Carlos Drummond de Andrade


Embora eu seja adulto,
não me seduzem os brinquedos eletrônicos
que a moda, irônica, me oferece.
E excogito:
Que brinquedo inventar para o adulto,
privativo dele, sangue e riso dele,
brinquedo desenganado mas eficiente?
Tenho de inventar o meu brinquedo,
mola saltando no meu íntimo,
alegria gerada por mim mesmo,
e fácil, fluida, pluma,
pétala.
Sem o pedir às máquinas e aos deuses,
que cada um invente o seu brinquedo.


Os livros que não lemos


Os livros que não lemos – Umberto Eco
Disponível em:


Lembro-me (mas, como veremos, isso não significa que eu me lembre direito) de um belíssimo artigo de Giorgio Manganelli, no qual ele explicava como um leitor requintado pode saber que um livro não é para ser lido mesmo antes de abri-lo. Ele não estava se referindo àquela virtude que muitas vezes se exige do leitor profissional (ou ao amador de bom gosto), a de conseguir resolver por algumas palavras iniciais, por duas páginas abertas ao acaso, pelo sumário, não raro pela bibliografia, se um livro vale a pena ou não ser lido. Isso, diria eu, são ossos do ofício. Não, Manganelli se referia a uma espécie de iluminação, da qual, evidente e paradoxalmente, se arrogava o dom.
Como falar dos livros que não lemos?, de Pierre Bayard, psicanalista e docente universitário de literatura, não trata de como saber se devemos ler um livro ou não, mas de como se pode falar tranqüilamente de um livro que não se leu, mesmo de professor para estudante, e mesmo em se tratando de um livro de importância extraordinária. Seu cálculo é científico: os acervos das boas bibliotecas contêm alguns milhões de volumes, e mesmo que leiamos um volume por dia, leríamos apenas 365 livros por ano, 3.600 em dez anos, e entre dez e 80 anos teríamos lido apenas 25.200 livros. Uma inépcia. Aliás, quem quer que tenha tido uma boa educação secundária sabe perfeitamente que pode acompanhar um raciocínio sobre, digamos, Bandello, Boiardo, inúmeras tragédias de Alfieri e até sobre As confissões de um italiano [de Ippolito Nievo] tendo aprendido sobre eles apenas o título e a classificação crítica na escola.
O ponto crucial, para Bayard, é a classificação crítica. Ele afirma, sem o menor pudor, que nunca leu o Ulisses de Joyce, mas que pode falar sobre ele aludindo ao fato de que se trata de uma retomada da Odisséia (que ele, aliás, admite não ter lido por inteiro), que se baseia no monólogo interior, que se passa em Dublin em um único dia etc. Assim escreve: “Portanto, em meus cursos acontece com certa freqüência que, sem pestanejar, eu mencione Joyce”. Conhecer a relação de um livro com outros livros não raro significa saber mais sobre ele do que o tendo lido.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Bienal Internacional do Livro de São Paulo : 14 a 24 agosto


A 20 ª edição da Bienal Internacional do Livro de São Paulo comemora os 200 anos da indústria do livro no País, introduzida com a chegada de D. João VI e a família real portuguesa ao Brasil.
Hoje, a Bienal Internacional do Livro de São Paulo é o maior evento do mercado editorial do Brasil e o segundo maior no mundo.Três países serão homenageados: Portugal, pelos 200 anos da chegada da família real portuguesa; Japão, em comemoração ao centenário da imigração para o Brasil e Espanha, pela realização do Congresso Ibero-Americano de Editores em São Paulo às vésperas da Bienal.

A 20 ª edição da Bienal Internacional do Livro de São Paulo acontecerá de 14 a 24 de agosto de 2008, das 10h às 22h, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, com 350 expositores nacionais e estrangeiros, representando mais de 900 selos editoriais em 60 mil m² e uma expectativa de público de mais de 800 mil pessoas.

Atrações Culturais
Salão de Idéias, uma das atrações mais concorridas da Bienal, promove um “bate-papo” entre público e escritores consagrados e iniciantes, personalidades do jornalismo, das artes e da crítica literária. São nomes confirmados: Vincenzo Cerami, co-autor do roteiro do filme “A Vida é Bela” (Itália), Yuri Felshtinsky, russo, crítico do comunismo (Estados Unidos), Mário Sérgio Cortella, Marçal Aquino, Marcelino Freire, Márcia Tiburi, Ângela Lago e Eva Furnari.


O Espaço Literário promove um debate cultural entre leitores e historiadores, cientistas sociais, antropólogos e personalidades das artes e da literatura. Alguns dos confirmados até o momento são: Laurentino Gomes, Mary Del Priore, Lília Schwarcz, Isabel Lustosa, Rogério Dezem e Cláudio Murilo Leal.


O Fala, Professor! é uma atividade voltada à Educação, com ciclo de palestras de formação e atualização profissional ministradas por professores altamente qualificados, para educadores vindos de vários Estados Brasileiros.

O Espaço Universitário promove debates sobre o mercado de trabalho nas mais diversas áreas do conhecimento, entre estudantes e profissionais renomados. Alguns dos nomes confirmados são: Paulo Itacarambi (Ethos), Caio Túlio Costa (iG), Wolfgang Bader (Instituto Goethe) e Paul Singer (economista).

As crianças terão uma área exclusiva na Bienal do Livro de São Paulo, o Bienal Criança, um espaço dedicado aos novos leitores com atrações lúdicas para despertar o gosto pela leitura através de visitas monitoradas.

Mais em :

terça-feira, 8 de julho de 2008

15 de Julho: Anote na agenda espaço para Villa Lobos


Projeto Sonora Brasil SESC

Dia : 15 Julho de 2008

Local : Teatro do Bairro da Juventude (Criciúma)

Horário: 20 horas

Valor: R$ 10,00 (geral) e R$ 5,00 (estudantes/idosos)

Parabéns pra você nesses 100 anos de morte !!

2008 - Centenário de Machado de Assis

Revistas especializadas, faculdades, eventos literários destacam nosso caro Machado de Assis.
Mas quem realmente tem lido suas obras ??

Para quem ainda não fez:

Contos:
http://www2.uol.com.br/machadodeassis

Informações sobre o escritor:
http://www.machadodeassis.net/

Obras completas:

http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/PesquisaObraForm.do

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Y ahora estoy aquí - Shakira, Shakira !!


Para quem me conhece, sabe que não é de hoje minha admiração pela colombiana Shakira. Por isso fiquei feliz em ver uma de minhas cantoras prediletas na notícia do dia:


Shakira faz espanhóis esquecerem Amy Winehouse no Rock in Rio Madri

CARLOS GOSCH
Todos esperaram com grande expectativa o show da britânica Amy Winehouse no Rock in Rio Madri, mas foi a colombiana Shakira quem cativou os cerca de 75 mil espectadores da Cidade do Rock de Arganda del Rey.
Shakira fechou o terceiro dia do festival com todo o público no bolso. A artista, que subiu ao palco cantando "Te dejo Madri", terminou de ganhar a platéia já no começo do espetáculo, com sua primeira saudação.
"Boa noite, campeões da Europa!", gritou a colombiana para delírio dos espanhóis, cuja seleção venceu a Eurocopa-2008 no domingo passado.
Shakira subiu ao palco pouco depois da meia-noite. Experiente, a colombiana, vestida com um colete generosamente decotado, fez todo mundo dançar por mais de uma hora com uma sucessão de hits, entre eles "Hips Don't Lie".


sexta-feira, 4 de julho de 2008

DOENÇA DA ALMA



A pedido, segue texto meu:



A ira traz doença na alma

Desconhecendo totalmente os mistérios do homem, atrevo-me a escrever acerca dos frutos que a árvore da ira produz no ser humano.
É assim como moléstia da alma, que vai corroendo as entranhas, de todo sangue que corre nas veias. É como uma louça suja, uma meia furada. É um sentimento que lateja... desconfortável e só.
O desfalecer da ira traz a insônia, faz o olhar ficar cinza na manhã de sábado, faz você se irritar com um pequeno bichano e odiar aqueles que falam com voz branda.
A ira produz tantos frutos que é fácil entender o “mundo” dos rebeldes. Com uma elevação tão rápida deste cronômetro negro, a única coisa que resta seria mesmo quebrar vidraças, rasgar fotos e lançar ofensas ao vento.
Contudo, se não fosse a magnitude dos bons valores, a ira se perderia como raiz de toda mágoa e, seria antes de mais nada, irremediável.
Mas como toda boa exceção, a ira tem sim um antídoto. Para ter uma visão mais lúdica, melhor dizer que há uma poção, uma fórmula mágica... que por ser tão inadequada aos esteriótipos da sociedade soberba se torna um produto raro e digno de uma boa lenda sobre a busca do tesouro perdido, a cura.
É nos ensinado que certas regras não devem ser quebradas. Qualquer bom cinéfilo assina embaixo quando se trata de lições em que o mocinho sai sempre em vantagem no final da história. A vingança a todos é incitada de várias maneiras pois para erros não há volta, e para maldades deve ter um troco.
E discretamente vamos absorvendo que para ira não há perdão, não há tolerância. Independente da compreensão que a causou, o sentimento de raiva contra um, uns e umas é visto como natural. Acordemos!

DECIFRA-ME OU TE DEVORO !

Frase atribuída à Esfinge que desafiou Édipo na obra de Homero, a expressão "Decifra-me ou te devoro" é um dos desafios para não cometer equívocos em associações e/ou interpretações de textos literários. Ouvir falar é uma coisa, entender e saber é outra!
Como antídoto para essa moléstia, recomendo aqui : “O LIVRO DOS SERES IMÁGINARIOS” de Jorge Luis Borges e Margarita Guerrero.

Publicado em 2000, pela Editora Globo, o livro é um tesouro de simbologia. Contendo definições de seres mitológicos como Minotauro, Fênix, Quimera, o cão Cérbero entre outros “animaizinhos” criados pela mente humana que rodeiam a literatura universal, essa obra é uma ótima referência de pesquisa.

Para saber mais do livro:
http://brunos.multiply.com/reviews/item/129



quinta-feira, 3 de julho de 2008

O ESMAGAMENTO DAS GOTAS

Do livro: Histórias de Cronópios e de Famas (1970)


" Eu não sei, olhe, é terrível como chove. Chove o tempo todo, lá fora fechado e cinza, aqui contra a sacada com gotões coalhados e duros que fazem plaf e se esmagam como bofetadas um atrás do outro, que tédio. Agora aparece a gotinha no alto da esquadria da janela, fica tremelicando contra o céu que a esmigalha em mil brilhos apagados, vai crescendo e balouça, já vai cair e não cai, não cai ainda. Está segura com todas as unhas, não quer cair e se vê que ela se agarra com os dentes enquanto lhe cresce a barriga, já é uma gotona que pende majestosa e de repente zup, lá vai ela, plaf, desmanchada, nada, uma viscosidade no mármore. Mas há as que se suicidam e logo se entregam, brotam na esquadria e de lá mesmo se jogam, parece-me ver a vibração do salto, suas perninhas desprendendo-se e o grito que as embriaga nesse nada de cair e aniquilar-se. Tristes gotas, redondas inocentes gotas. Adeus gotas. Adeus."

Julio Florencio Cortázar (Bruxelas, 1914 – Paris 1984)
Belga de pais argentinos,filho de pai Diplomata. Foi morar aos 4 anos de idade na Argentina.
Seu livro mais conhecido é o romance O Jogo da Amarelinha (1963), que permite várias leituras orientadas pelo próprio autor. É autor de contos considerados como os mais perfeitos no gênero, maior parte de sua obra, reunidos em livros como Bestiário (1951), Final de Jogo (1956), Todos os Fogos o Fogo (1966) e As Armas Secretas (1959).