sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Para aqueles que não estão...


30 de Janeiro - Dia da Saudade
O dia daqueles que não estão ao nosso lado, mas deixam saudades...
Aos que se foram, aos que estão longe, aos que foram embora...

A literatura infantil

Foto de NACIVET


Nas visitas aos meus sites interessantes (na lista ali do lado), achei um artigo muito rico sobre a leitura. O artigo completo está no site DOBRAS DA LEITURA:

A especificidade da literatura infantilcomo instrumento de estímulo ao desenvolvimento da linguagem, de Amelia Fernandes Cândido (professora e psicopedagogamestre em Letras -USP)


"A interpretação de um texto literário pode ser feita de forma superficial — uma compreensão em seu sentido literal — ou de forma mais profunda. Esta última compreende capacidade de estabelecer relações entre texto e experiências de vida do leitor ou do contexto histórico, percepção do processo utilizado pelo narrador para expor pontos de vista, capacidade em perceber idéias e valores transmitidos, procura de significados latentes ou implícitos etc.

A literatura infantil estimula vários sentidos: seu estilo singular pode mostrar à criança uma nova gramática da comunicação sem regras muito fixas unindo, dessa forma, o verbal, o imagético e o sensorial. Quando começa a perceber uma relação entre imagem real, imagem representada e texto escrito, a criança começa a estabelecer associações e comparações com textos-vida: inicia-se um processo de plurissignificação de sentidos. O leitor descobre que é capaz de interpretar textos. Abre-se a diversas modalidades de discurso e percebe os recursos estilísticos utilizados pelo ilustrador e pelo autor. Consegue estabelecer uma relação entre as experiências prévias com o que está aprendendo e sentindo no momento. Torna-se não só um novo leitor, mas também um novo produtor de textos. O acesso a diferentes linguagens pode proporcionar um conhecimento da própria identidade. A consciência de nós mesmos depende não só da percepção das nossas sensações e da observação de nossas experiências pessoais mas, principalmente, da percepção do outro.

A compreensão de uma obra de arte literária pode envolver aptidão mas envolve, principalmente, desejos, pesquisas, análises, comparações e reflexões. A profundidade de leitura depende mais do preparo e da sensibilidade despertada no leitor do que de seu desenvolvimento intelectual.
A literatura infantil apresenta um discurso fértil, carregado de figuras de linguagem e de pensamento, de diferentes recursos estilísticos, de marcações temporais e espaciais. Especula os efeitos da pontuação e da vinculação do texto com a ilustração. É menos racional e mais criativa. Muitas obras resgatam aspectos históricos. Outras discutem ética, cidadania e a necessidade de harmonização do homem com o meio ambiente. Muitas são carregadas de pensamentos filosóficos que permitem reflexão crítica e conscientização, um repensar nos valores de vida. Outras podem servir de alavanca para textos mais complexos, o que permite comparações e análises em suas diferenças e similaridades.

Este aparato instrumental — a diversificação contida nesse gênero literário — trabalhado através de atividades de exploração, consegue tornar o leitor mais atencioso e observador das entrelinhas. Desperta a vontade de investigar, de descobrir, de pensar, de levantar hipóteses, de questionar, de debater, de argumentar. Facilita levá-lo a ser explorador das leituras: um espeleólogo das letras.
A literatura infantil pode ser um elemento facilitador na recuperação ou desenvolvimento do prazer de ler. O prazer em ler pode vir principalmente quando sentimos que estamos desvendando um segredo. Ao descobrirmos um dos fios, entre os muitos presentes, não resistimos à vontade de entrar no jogo e brincar. Daí, o fio cheio de nós e emendas que envolve nosso corpo, nossa mente, nossa alma. Ficamos presos na teia. Somos seduzidos... Não queremos mais sair dela.

A literatura infantil pode ser um elemento facilitador para uma instigação de sentidos que auxilie no desenvolvimento emocional e cognitivo da criança. A ludicidade presente nessa literatura pode quebrar de imediato alguns obstáculos que impedem a aprendizagem. A linguagem simbólica pode auxiliar a criança a lidar melhor com sua insegurança e auto-estima; os recursos visuais e grafotipográficos podem favorecer ao estímulo da percepção sensorial; as análises do processo de formação da estrutura do texto narrativo e do texto imagético podem ajudar a desenvolver a sensibilidade para uma compreensão semântica mais profunda. A tríplice convergência entre as linguagens verbal, visual e simbólica pode auxiliar o leitor a desenvolver a capacidade de leitura e de interpretação. Pode levá-lo a aplicar esse novo conhecimento na produção de seus textos.
Pode ajudá-lo a enxergar ... mais além.

É fundamental que as universidades incluam no currículo das Faculdades de Educação, a disciplina Literatura Infantil, proporcionando não só um conhecimento da história da literatura infantil, mas principalmente das estruturas emocionais e cognitivas que podem ser despertadas, além de estímulo ao desenvolvimento de diversas possibilidades de práticas pedagógicas.
Literatura é arte. Literatura Infantil é arte-educação. É preciso perceber e compreender as possibilidades de se trabalhar com esse novo objeto, cuja importância para a formação da criança cresce dia a dia. É imprescindível criarmos um espaço para que possamos conhecer e reconhecer, pensar e repensar nossas práticas educativas nas propostas de atividades com a literatura infantil.
"

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

O Girassol (Poesia para Crianças)





O Girassol, de Vinicius de Moraes


Sempre que o sol
Pinta de anil
Todo o céu
O girassol
Fica um gentil
Carrossel.
O girassol é o carrossel das abelhas.
Pretas e vermelhas
Ali ficam elas
Brincando, fedelhas
Nas pétalas amarelas.
— Vamos brincar de carrossel, pessoal?
— "Roda, roda, carrossel
Roda, roda, rodador
Vai rodando, dando mel
Vai rodando, dando flor".







— Marimbondo não pode ir que é bicho mau!
— Besouro é muito pesado!
— Borboleta tem que fingir de borboleta na
entrada!
— Dona Cigarra fica tocando seu realejo!
— "Roda, roda, carrossel
Gira, gira, girassol
Redondinho como o céu
Marelinho como o sol".
E o girassol vai girando dia afora . . .
O girassol é o carrossel das abelhas.








quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Hoje é o meu dia


Hoje é o meu dia,
Autora: Xana, de Portugal



Hoje não me sinto bem , nem mal
não sinto frio , nem calor.
vejo pela janela o trivial,
pessoas a passar,
gatos e cães todos a brincar.
Nada me apetece fazer,
pensar muito menos.
Estou apaixonada,
sinto-me amada,
estou à lareira muito reconfortada.
Há dias assim,
que não se pensa em nada.
Nada está na memória,
não há na vida paz melhor,
do que sentir o próprio calor.
Sei que quem me quer , está perto,
e que logo me abraça.
por isso espero calmamente,
ouvindo o meu coração,
como o batuque duma canção.
Peço desculpa porém,
do meu egoísmo e serenidade.
Hoje é o meu dia,
de não me apetecer,
de nada ler, nada escrever.


Leia mais coisas de Xana em seu blog RETALHOS

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Sempre Drummond


Como fazia tempo que não postava sobre Drummond, meu poeta predileto, aí vai um pedacinho da sua obra:

As sem-razões do amor

Eu te amo porque te amo,
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.

Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.

Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)

a cada instante de amor.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Motivos para escrever

Toda pessoa que escreve já foi e vai ser questionada pelos motivos de escrever. E cada escritor tem lá suas explicações.
Segue então a lista de motivos do escritor George Orwell
1. Puro egoísmo.
O desejo de ser engenhoso, de ser comentado, de ser lembrado após a morte, de se desforrar de adultos que o desdenharam na infância e por aí afora. É uma falsidade fazer de conta que este não é um motivo, e um motivo forte. Escritores compartilham esta característica com cientistas, artistas, políticos, advogados, soldados, homens de negócios bem-sucedidos - em suma, toda a camada superior da humanidade. A grande massa de seres humanos não tem um egoísmo agudo. Mais ou menos depois dos trinta, abandonam a ambição individual - em muitos casos, de fato, quase abandonam inteiramente a noção de serem indivíduos - e vivem sobretudo para os outros, ou simplesmente se deixam sufocar pelo trabalho enfadonho. Mas também existe a minoria de pessoas talentosas e obstinadas decididas a viver a vida até o fim, e os escritores pertencem a essa classe. Devo dizer que escritores sérios são, de modo geral, mais vaidosos e egocêntricos do que jornalistas, embora menos interessados em dinheiro.

2. Entusiasmo estético.
A percepção da beleza no mundo externo ou, de outro lado, nas palavras e em seu arranjo correto. Prazer no impacto de um som sobre outro, na firmeza de uma boa prosa ou no ritmo de uma boa história. O desejo de compartilhar uma experiência é valioso e não se deve deixar escapar. O motivo estético é muito débil numa porção de escritores, mas mesmo um panfleteiro ou um escritor de livros didáticos terá palavras e frases prediletas que lhe agradam por razões não utilitárias; ou terá preferências por tipografia, largura de margens e assim por diante. Acima do nível de um guia ferroviário, nenhum livro está inteiramente isento de considerações estéticas.

3. Impulso histórico.
O desejo de ver as coisas como elas são, de encontrar fatos verídicos e guardá-los para o uso da posteridade.

4. Propósito político
A palavra "político" entendida aqui em seu sentido mais amplo. O desejo de lançar o mundo em determinada direção, de mudar as idéias das pessoas sobre o tipo de sociedade que deveriam se esforçar para alcançar. Também neste caso ninguém está verdadeiramente isento de tendências políticas. A opinião de que arte não deveria ter a ver com política é em si mesma uma atitude política.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Porque não se lê poesia?

Um texto super interessante de Carpinejar:

Por que não se lê poesia?
Por Fabrício Carpinejar

Já pensou em escrever um romance?" A pergunta, em tom levemente depreciativo, é despejada sobre a cabeça do poeta a cada novo livro. A resposta negativa gera no in....terlocutor do poeta uma tosse ou um constrangido balançar de rosto – ainda mais porque aquele que perguntou provavelmente nem leu a obra em questão. O engasgo soa algo como encontrar uma amiga, olhar para seu ventre, cumprimentar pelo bebê que irá nascer e receber de troco a afirmação seca, cruel: não, eu não estou grávida.
Há o julgamento informal de que poesia é perda de tempo. Tendo lançado até agora dois livros, não cheguei ao ponto de receber os pêsames, mas não falta muito para isso. Até porque o poeta é identificado como um defunto comercial e nunca será de bom tom dar as condolências ao próprio falecido. Mas, afinal, por que todo esse preconceito quando o assunto é poesia?

A resposta mais fácil estaria na baixíssima taxa de compra de livros no Brasil. O índice é de 0,8 livro não-didático por habitante/ano. Como ninguém leva um livro pela metade, não se chega a adquirir um volume inteiro, ficando longe de países como os Estados Unidos (sete livros por habitante/ano). Sobrariam para os versos as migalhas. O Prêmio Jabuti de Literatura, o mais importante do país, concedido pela Câmara Brasileira do Livro, seria outra prova desse desinteresse. Nesse ano, apenas 63 livros foram inscritos na categoria poesia, 40 a menos dos 103 inscritos no ano passado. Nas livrarias, a seção de poesia dorme em algum canto obscuro, longe do alcance da visão dos leitores.
Todos esses dados seriam suficientes para indicar que o brasileiro não gosta de poesia. Será? O curioso é que boa parte das pessoas costuma iniciar-se na literatura por meio da poesia, seja em cartas, seja em cantadas extra-literárias para conquistar alguém. Mas o adolescente que se empenha em comover seu par é o mesmo que acha difícil a interpretação poética. Esse é o paradoxo: os poemas são considerados fáceis de fazer e complicados de ler. Como isso? Para muitos jovens, ainda vigora uma idéia romântica de criação. Poesia é pura inspiração, acessório para colocar em cabeçalhos de agenda. Faz parte do kit básico de sedução, ao lado das flores e do ursinho de pelúcia dado para a namorada.

Esse adolescente é o mesmo que tem horror à obrigatoriedade de ler os chamados poetas clássicos nas aulas de literatura – tudo para conseguir passar no vestibular. Aprende datas, o nome dos movimentos, mas não se inspira na leitura dos autores. O conjunto é resumido nos esquemas das escolas literárias e o texto em si termina relegado a um papel secundário. Toda trajetória de um escritor é abreviada a uma fria questão de vestibular. Sobretudo, o sujeito aprende que todos os bons poetas fazem parte do passado, culminando com a geração modernista de 1922 e uns poucos da primeira metade do século XX. Você já percebeu que não há praticamente nenhum poeta consagrado desde então, conhecido e lido como Drummond ou João Cabral?
Por que poesia virou mercadoria que todo mundo tem para vender mas ninguém quer comprar? Como foi que os leitores perderam o interesse pela poesia? Desconfio que a resposta esteja no fato de que os próprios poetas tenham perdido o interesse pelos leitores. A poesia como um exercício de linguagem, fria, escrita para agradar os professores de semiótica, torna-a cada vez mais distante do interesse dos leitores. Enquanto a poesia narrava uma história, era capaz de ser atraente, compreensível e proporcionar entretenimento, os poetas eram populares. E isso não era sinônimo de sentimentalismo barato, como o ato de despejar emoções no papel sem uma preocupação com a estrutura. O poeta era o equivalente a um músico, que tocava palavras como cordas de um violão.

Não é à toa que foi na melhor MPB que os jovens continuaram procurando versos que não encontram na chamada poesia contemporânea. Fora daí, ela passou a ser encarada de duas formas: a sentimentalista, à base de trocadilhos fracos, ou a acadêmica, difícil, culta, que atende a interesses universitários e não chega aos ouvidos da gente. Para sair desse impasse, talvez seja a hora de os poetas voltarem a contar histórias. É preciso fugir da armadilha que impõe que a boa poesia seja um exercício de linguagem e que qualquer poeta disposto a narrar a vida das pessoas seja etiquetado como menor. Não foi o público de poesia que desapareceu, como querem alguns teóricos da literatura. O que desapareceu foi a poesia em contato com a vida das pessoas. Talvez ela esteja adormecida, esperando que alguém traga de volta o simples prazer de ler um poema.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Entrevista com Clarice Lispector

Acredito que podemos aprender ouvindo.
E para minha felicidade, pude encontrar um entrevista com a brilhante Clarice Lispector cedida em 1977 para TV Cultura. Esta é a primeira parte.As outras seguem o link abaixo:

Delicie-se:
video


Continua em :


PARTE 2
PARTE 3
PARTE 4
PARTE 5


Vale a pena conferir!

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

O estilo de um escritor e as borboletas

Interessante esse trecho da apostila da OFICINA LITERÁRIA de Antonio Fernando Borges.
Fonte: Portal Literal
Borboletas entre os parágrafos

O ex-presidente Juscelino Kubitschek, famoso pela pompa de sua oratória,costumava dar a seguinte instrução ao redator de seus discursos, lá pelos idos da década de 1950:

"Espalhe aí umas borboletas entre os parágrafos".


Este gosto antigo (e tão brasileiro) pelo fraseado colorido e esvoaçante, está na base da idéia de que escrever bem é lançar mão de construções sintáticas empoladas e de um vocabulário esdrúxulo – e que essa capacidade de acrescentar adornos a um texto constituiria o que se costuma chamar de estilo.
(...)Porém,vale a pena destacar o comentário do escritor e professor de criação literária John Gardner. É um belo exemplo de bom senso e equilíbrio: "Sobre o estilo, quanto menos se disser, melhor".
De fato, as pessoas costumam exagerar sua importância. Muitos autores se perdem num texto (e, muitas vezes, ao longo de sua carreira) procurando um estilo, quando deveria estar buscando "apenas" escrever bem – com exatidão, verdade e beleza. Porque, no fim das contas, o estilo representa tão-somente o resultado, bem ou mal articulado, das palavras que você escolher para produzir um texto – e isso depende sobretudo da capacidade de adequar a linguagem a suas necessidades de expressão.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Vamos comprar livros!


Com a impressão de novos livros, de acordo com o Acordo Ortográfico, os livros impressos antes do acordo estão ficando nas prateleiras.As livrarias e sebos já começaram a reclamar dos exemplares antigos que estão encalhando...
Então, colegas leitores: É hora de comprar livros! Aproveite saldões, queima de estoque e promoções para enriquecer as prateleiras.

NOVIDADE NO AR !!!

Depois de tanto mistério, está no ar a revista eletrônica OLHAR ALTERNATIVO, com informações sobre música, cinema, teatro e literatura.
Estarei com a coluna de literatura. Porém, vale a pena conferir toda a edição que está nota 10 !!!.
Entre no site e se cadastre:
www.olharalternativo.com

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Escrita é coisa séria!

Cultivar bons hábitos de leitura parece ser algo até comum entre os que gostam de ler. Mas, e quem escreve? Só a aprovação da mãe e do professor resolvem ?
Nos cursos que fiz que tratavam de literatura, escrita e principalmente leitura, dois pontos que me chamaram atenção...e, que decidi compartilhar aqui:
"EU SOU ESCRITOR" : Se entitular escritor é simples. Contudo, confirmar isso é deveras complicado.. Quais suas publicações ? Quais projetos de criação você tem? Tem estudado, se preparado para isso?
Nas oficinas que participei nos era ensinado a seriedade e comprometimento com a arte de escrever.
Muitas farsas estão por aí... O que me faz não ser uma delas ?
"ONDE PUBLICAR?": Faz algum tempo que não lanço nada inédito meu aqui nesse blog. É uma decisão pessoal para tentar me proteger do plágio e respeitar meu futuros leitores.
Achou interessante? Discuta, dê sua opinião!

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

ESTAMOS DE VOLTA

Depois de merecidas férias, estou de volta!

Esse ano temos novidades para leitores desse blog.. AGUARDE!

Grande abraço a todos e FELIZ 2009!